COISA DE BAIANO

Opera na Bahia

Recentemente, um dos mais eloquentes exemplos de que o garimpo de talentos é fundamental em toda ação social veio,exatamente, da Bahia, onde aliás decidi instalar em 2009 a Oficina de Talentos (não é ONG), que na verdade é uma usina produtora de toda e qualquer manifestação artística, com ênfase para a música. Só exijo disciplina e personalidade. O resto é por minha conta.

Esse exemplo ao qual me refiro é de Salvador, de ondeembarcou para a Europa a OrquestraSinfônica Juvenil daBahia – OSJB –dirigida e regida pelo pianista e maestro Ricardo Castro, cuja carreira acompanho há anos com muita admiração. Os jovens talentos estão na Alemanha,onde abriram em Berlim a 11ª edição do Young Euro Classics, com ingressos esgotados desde abril. A orquestra é uma das pérolas do NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), projeto do governo baiano inspirado no famoso "El Sistema",da Venezuela. O mais importante nesse projeto é a oportunidade que cria para jovens talentosos das comunidades carentes,agregando um fator social ao interesse musical. No país de Hugo Chaves (mas não necessariamente na sua gestão),"El Sistema" resultou na Orquestra JuvenilSimónBolivar que recentemente encantou o Rio de Janeiro em memorável concerto, com o maestro Gustavo Dudamel, egresso do mesmo projeto e hoje regente titular da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O conceituado jornal "Sunday Times",de Londres, classificou os jovens instrumentistas baianos de "o orgulho do Brasil" após a apresentação da orquestra na capital inglesa no diálogo com um fenômeno pianístico chinês, Lang Lang.

Antes de retornar à Bahia,os meninos ainda tocarão em Genebra, no "Victoria Hall", na programação do "Musiques em été".

E foi também um talentoso violista baiano de 22 anos, Allan Resedá,o indicado para símbolo do Festival na Alemanha e de alcance mundial, ilustrando a campanha de divulgação do evento. O rostode um talentoso baiano nas principais capitais do mundo.

Pela primeira vez, o Brasil recebeu convite para participar,cabendo esse pioneirismo aos instrumentistas baianos da Orquestra Sinfônica Juvenil. De onde? Da Bahia. Tocando o que? Peças de Chopin,Liszt, Villa-Lobos e, dentre outros gênios, o compositor contemporâneo baiano, Wellington Gomes, que adiciona toques da rica e farta percussão morena à música orquestral. Aliás,o mix do repertório clássico tradicional com a música contemporânea e regional é a característica do "Young Euro Classics", aberto pelo escancarado e ensolarado brilho baiano do talento dos nossos brilhantes meninos. Meninos baianos.

Opera Baiana

Exemplos assim me estimulama continuar dando palestras e escrevendo sobre motivação, criatividade, responsabilidade política de ação e direção social, força interior, solidariedade, excelência na aplicação dos talentos eficazmente desenvolvidos, atitude positiva e exemplar de quem tem o poder de melhorar o baiano para a Bahia, e não simplesmente preparar um Estado para o baiano que ainda está para nascer. Em todos os meus artigos – que são,sim, do interesse da coletividade - está a experiência de uma pessoa que não admite o desperdício do talento, que não se conforma em ver os jovens a deriva esperando que o futuro venha a eles como o respingo fecal de algum urubu errante.

Quando algo sai errado por aqui ou se um fato provoca reações de estranheza,costuma-se dizer: "é coisa de baiano". Nada pode ser mais injusto que isso,servindo como prova os aplausos da nata europeia aos nossos infantes baianos, da mesma forma que servem como prova as manifestações de talento com as quais esbarro a todo momento em minhas intermináveis andanças não apenas na Bahia, mas concentradamente nela. A questão é que o poderestá mais preocupado em melhorar a Bahia para os turistas, quando devia estar focado em melhorar o baiano para ambos. Passo a passo,compreendido ou não, apoiado ou não, faço a minha parte. Os pessimistas que vão comer caranguejos,enquanto existirem é claro. No mesmo tempo em queos negativistas trituram com raros dentes as peludas perninhas do nojento crustáceo, os jovens baianos talentosos e como tal prestigiados se deliciam com suculentos salmões nos melhores restaurantes do mundo. E revelam uma Bahia que todos desejam,mas que poucos ajudam a alcançar porque não alcançam nem a si mesmos.

Postado: 22/08/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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STATUS QUO

Pouco a pouco a cidade recupera sua posição anterior de um grande centro motivador de eventos, festas, encontros, comemorações e tantos outros atrativos que movimentam a economia local. Pouco a pouco, repito, e com apoio de poucos e bons. A equipe de caranguejos pingados que conseguiu reabilitar a tradicional festa  já agendada para o período de  5 a 7 de novembro de 2011  está de parabéns.   Participei da primeira Oficina de Construção, em fevereiro, do popular evento e constatei o entusiasmo e o senso de organização, de preocupação com os detalhes inclusive sob o ponto de vista econômico. Causou-me alívio saber que os órgãos de preservação do meio ambiente estavam ali representados. A partir daquele encontro, era possível antever o desfecho.

volpi

É comum ouvir alguém dizer e enaltecer a ‘vocação turística” da cidade, em agregar isso ou aquilo. Aliás, nunca se falou tanto em ‘agregar’ como ultimamente, agregar valores, agregar funções, agregar o diabo a quatro. A maioria das pessoas nem sabe ao certo o que é agregar valores. Ou sabe? Se sabe, não faz a menor ideia do que significa na prática, pois foi na prática que aquela meia dúzia de caranguejos pingados comeu o pão que o diabo enjeitou para tornar exequível o luminoso projeto. Portas fechadas, pás de cal, descaso, agouros urubuzentos e outras reações negativas; até mesmo entre alguns comerciantes pude perceber que não eram favoráveis à Festa do Caranguejo. Alegam – talvez com experiência - que o retorno para a cidade não é tão expressivo assim. Esse enfoque merece muita ponderação, pois a palavra ‘retorno’ não deve ser aplicada apenas a resultados pecuniários. Considere-se, sobretudo, o fato de manter o nome da cidade em evidência, na mídia ocasional, alguns setores do comércio que terão que contratar funcionários extras, executar reparos nos estabelecimentos, ampliar espaços, reforçar estoques. Os táxis vão girar, os garçons sairão do marasmo e alguns até comprarão mais desodorantes. Enfim, a economia avançará importantes polegadas numa ‘avant-première’ da temporada.

Minha única tristeza é com a maneira brutal de preparar os caranguejos, jogados vivos na água fervente. É crueldade demais. Podiam, pelo menos, deixa-los confinados em um aposento ouvindo ininterruptamente a música ‘rebolation’ e outras torturas carnavalescas e já chegariam mortos ao caldeirão. No mínimo, tontos ou moribundos. Aliviaria o sofrimento dos homenageados.

Piada á parte, congratulo-me com a população de Canavieiras por mais essa conquista originada na boa vontade de poucos e bons, todos apolíticos, mas infelizmente teremos que suportar a abominável presença das figurinhas bissextas, aqueles papagaios de piratas que surgem do nada para tirar proveito de toda boa ideia, inda que dela ou para ela em nada contribuíram. O povo precisa saber quem de fato briga pela causa comum, os nomes dos que fazem, pois os que não fazem o povo já conhece bem. Basta memoriza-los e lançar seus nomes aos caranguejos no devido lugar que merecem. Preciso definir?

Fernando Volpi

Postado: 01/08/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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DA TEORIA À PRÁTICA

Bike Shop promove passeio escolar em canavieiras

Escola moderna tem laboratórios, simuladores disso e daquilo, atividades extraclasses e uma infinidade de programações culturais e artísticas que levam o aluno ao salutar exercício da observação e da constatação. Ao vivo. Um contato pessoal com o que leem e estudam, um pedagógico estágio fora da sala de aula. Escolas que não praticam isso, não formam; apenas, diplomam. E já ficou provado, por exemplos bem ao alcance de nossos narizes, que diploma não é prova de conhecimento. É somente uma comprovação de escolaridade para efeito de concursos, nomeações, reconhecimento legal de habilitação profissional etc etc etc.

Perseguir um diploma é meritório, vale mesmo a pena. Mas é importante que ao aluno, desde sua epigênese escolar, sejam dadas oportunidades de ver além dos livros, de caminhar na história visitando museus, de pesquisar e comparar fatos, de mergulhar na natureza procurando em seu próprio ambiente tudo o que emerge do seu estudo e de estudar apalpando o conhecimento, às vezes literalmente.

Recentemente, felizardos alunos do Colégio Osmário Batista visitaram uma fazenda, a ‘Nossa Senhora da Conceição’, recebidos pelo proprietário Ériston Nascimento, aquele da BikeShop, aquele da ECOBIKE, aquele de tantos e quase todos os eventos voltados à inclusão social e ao aprimoramento cultural, aquele que não gosta de crescer sozinho e faz questão de arrastar consigo uma legião de amigos em direção a uma vida sadia, sempre tendo em vista o maior bem estar para Canavieiras.

Situada na região de Gruna, a fazenda propiciou um bom suporte aos alunos da disciplina ‘Ciências Naturais”, da professora Amarisa Zumaeta, que contou com a valiosa cooperação das alunas Aline Daiane, Innamara Luiza, Luciana Conceição, Manuela Souza e Tatiane Santana. Tudo naquele bem cuidado pedaço da zona rural foi detalhadamente observado pelos estudantes: a plantação de pés das suculentas graviolas (de cujas folhas, em forma de chá, pode também brotar a cura de inúmeros males), o cafezal, o teimoso cacau, os criatórios, os contornos e relevos da região, embalados pelo gorjeio dos pássaros que têm ali a proteção de que precisam.


Passeio na Fazenda de Eriston - uma ação social

Eriston não abriu apenas as porteiras de sua fazenda, mas escancarou também todas as janelas das expectativas desses jovens através das quais eles possam, inspirados pelas boas lembranças desse simulacro de ecoturismo, observar em suas próprias vidas cada vida que brote em forma de amizade, de bons exemplos como o que acabaram de testemunhar e, principalmente, observar e levar em consideração que cada um deles é parte integrante e indeclinável da paisagem que criam para si próprios. Paisagem interior, paisagem exterior. Tanto mais bonita for a primeira, assim será a segunda. É a lei da atração.

Compartilham dessa iluminada incursão cultural, além da ECOBIKE e do CEOB, alguns parceiros solidários: Sonho de Criança, Compre Bem, Boas Compras, Matos Calçados, Casa dos Mosquiteiros, Classe Magazine, Peer Confecções, o edil Janio Nascimento e a Secretaria de Educação, que cedeu o transporte.

Eriston Nascimento de Canavieiras Eriston e uma ação social Aqui é o que a Bike Shop e Eriston Nascimento faz de melhor

Postado: 25/07/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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EXEMPLO QUE TRANSFORMA, SILÊNCIO QUE FALA

Se existe capacete esquisito, o de ciclista é um bom exemplo. Alguém conhece algo mais estranho? Parece uma caixa de marimbondos colorida, cheia de cavernas e saliências que na cabeça de quem pedala fica até ligeiramente fálico, se exagerarmos na comparação. Brincadeira à parte, é um acessório de fundamental importância para a proteção contra impactos. Mas, o crânio do ciclista também abriga - pelo menos assim imaginamos – o amor ao pedal como a mais energética motivação propulsora, impelindo-o a vencer obstáculos e distâncias com o próprio sacrifício, com sua própria energia, com a explosão de suas paixões e de seus objetivos, com o sincronismo de suas potencialidades. Não uma explosão que destrói ou reduz a escombros, mas a explosão que gera força, que transforma, que cria, que renova, que movimenta, que ilumina. Uma explosão de atitudes, a bem dizer... e lá venho eu de novo com atitude (é minha palavra predileta, como já devem ter observado).


Ecobike em Canavieiras Fernando Volpi

Foi exatamente uma atitude com todos os ingredientes explosivos inerentes à conquista e à vitória que criou esse projeto fantástico: ECOBIKE. Não se tratou de uma inspiração de escopo meramente comercial, isto é: vender bicicletas. Foi, sobretudo, a iniciativa de um visionário, reflexo de uma vontade interior, alimentada em suas próprias convicções, no entusiasmo de quem possui fartas doses de energia, de criatividade e sobretudo de boa vontade. Alguém que, mesmo sem ser político, conhece a intensidade da expressão ‘vontade política’ - que, por extensão, pode ser interpretada como ‘vontade de realizar’, ‘cobrar resultados’, gana de mobilizar, de conscientizar a partir do próprio exemplo.

O caráter educativo do ciclismo está no incentivo a esse meio de transporte ecológico em centros urbanos, enquanto no campo proporciona ao usuário da bike uma oportunidade de contemplar o silêncio da natureza quando mergulha no verde desconhecido. As pedaladas são silenciosas, ao contrário do ronco de motos preparadas para trilhas, cujo ruído gera até mesmo um desequilíbrio ambiental, afugenta os bichos e polui o ambiente, quebra o silêncio necessário para a mais perfeita comunhão com a natureza.

Foi em Canavieiras que redescobri o pedal e foi também em Canes que conheci o Ériston. Não comprei a Bike na loja dele, mas comprei dele a idéia de pedalar contra o vento adverso, de brigar por um objetivo supostamente inatingível e de ampliar minhas próprias chances. Foi dele que recebi o primeiro estímulo para a reforma da Capela do Birindiba, assim como foi de seus vários exemplos que me empolguei para transformar o projeto de uma ONG – a Oficina de Talentos – em uma empresa. Afinal, de ONG(s) a cidade está saturada, umas ativas, outras na gaveta, outras atreladas às cegas benesses oficiais. Pedal é movimento para a frente, não prevê ré. A Oficina de Talentos não tem a pretensão de ensinar a ‘pedalar’; apenas, treinar, injetar na pessoa talentosa condições fundamentais de utilizar seus talentos para atingir os objetivos. Enquanto ele pedala, tento melhorar as condições de sua estrada até a reta de chegada triunfal. Essa é a função da empresa ‘Oficina de Talentos’, com recursos oriundos de sua regular e legal participação no êxito do seu ‘casting’ de talentos. Os que sobreviverem às duras etapas do treinamento, é claro.

Fernando Volpi pedalando para o futuro

Aquele que pedala rumo ao futuro, deve ter tempo de ouvir a tácita mensagem do silêncio que é a sua própria consciência, sua experiência, sua vocação, seu carisma. Para a frente e para o alto, sem ignorar o lateral, o plano horizontal da grande massa humana, os excluídos. Homem vitorioso é aquele que chega ao topo arrastando consigo o maior número possível de pessoas, que traz até o seu patamar outros possíveis vitoriosos e, dali, os empurra para a frente em direção a novas descobertas, principalmente em si mesmos. Pois são essas descobertas interiores que possibilitarão que vejam com olhos de ver, que ouçam com ouvidos de ouvir e que falem somente e tão somente do que abunda em seus corações. É a maior lição que o Ériston me aplicou e da qual ele é o melhor exemplo. Um homem que, nas sábias palavras do meu amigo Tyrone Perrucho, “está onde sempre esteve e de onde só sairá quando o tempo clarear”.


Postado: 25/07/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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GENITÁLIAS DE SORTE

Oficina de Talentos

Mulheres!!!!!! Elas mandam. Dobram o homem e o colocam em seu devido lugar. Fazem do homem o que bem querem, levam-no ao delírio (principalmente quando chega o extrato do cartão) e procuram inventar novas maneiras de seduzir. Estão sempre pensando no que fazer para melhorar a estética, reduzir isso, aumentar aquilo, esticar, drenar e se submeter a todos os procedimentos possíveis para que sua plástica continue perfeita. Ou, se não perfeita, pelo menos sedutora.

De olho nesse mercado, meu amigo Paulo Roberto Duro Guimarães, médico gaúcho que esteve em Canavieiras em 2010 mas não ficou muito tempo, instalou em Ilhéus a ‘Gynestetic’, clínica dirigida à mulher disposta a investir generosamente em sua beleza aparente e em outros detalhes não tão aparentes assim mas de fundamental importância na relação a dois e até mesmo com relação à mulher e ela mesma. Algo de si para si, mas no frigir dos ovos (sem trocadilho) quem sai ganhando é o parceiro.

Surge assim a ‘Gynestetic, clínica moderníssima onde a mulher poderá fazer um preenchimento facial com ácido hialurônico ou Idroxiapatita de cálcio, uma depilação definitiva a laser, uma cauterização de microvarizes com laser, um resurfising facial a laser, ou tratamento de flacidez com carbox, um clareamento da genitália, um preenchimento de grandes lábios vaginais (pela idade), uma plástica de pequenos lábios, cirurgia para reconstrução do hímen e até bioplastia do ponto G. Podem aplicar botox na face, ou até p/ tratamento de hiper-hidrose (excesso de suor em mãos ou axilas...), sem falar nos peelings físicos com cristal e ponta de diamante e os peelings químicos de face, genitália e p/ tratamento de estrias.

Ave Maria!!!!!!!! Uma restauração estética completíssima, mas tudo dentro das mais modernas técnicas à disposição da medicina e de médicos competentes, como, aliás, o Dr. Paulo Duro o é. Um especialista em mulher, a bem dizer. Um esteta, um artista, um semideus. Recria com o talento de um restaurador dos mais belos afrescos da história das artes e transforma em arte o mais simples movimento do bisturi preciso e indolor.

Fernando Volpi
ATÉ MESMO NUM CASO EXTREMO DESSE, O DR. PAULO DURO COLOCARÁ O AIR BAG NO DEVIDO LUGAR.

A ‘Gynestetic’ devolverá à mulher a sensação exata de sua superioridade. E, principalmente, a certeza dessa superioridade. Estamos falando de autoestima.

Agora, cá entre nós: alguém podia pensar numa clínica para os homens? Afinal, com o tempo, tudo desmorona também para nós. O que antes ficava lá em cima direitinho e até bonitinho acaba arriando até o chão e se assemelha a um móbile sinistro de um elefantinho ressecado onde a tromba é o destaque. É suspensório prá cá, cinta prá lá, almofadinhas de silicone, cuecas elásticas e outras artimanhas para manter a coisa no lugar e menos assustadora.

As mulheres precisam valorizar devidamente o privilégio de terem ginecologistas abnegados e exclusivos. Cá entre nós, homens: é discriminação. Mas isso é uma outra históóóória.


Postado: 14/07/2011

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VALE A PENA QUANDO ACABA EM PIZZA...

Volpi elogia funcionaria da Pizzaria Pan Costa em Canavieiras
Fernando Volpi com a bela assistente de salão, a simpática Vera, diante da cinematográfica cozinha da Pizzaria Pan Costa.

... dependendo da pizzaria, é claro.   Nunca deixo escapar uma luminosa oportunidade de reconhecer atitudes de valor e de peso num contexto estacionado na rotina.  É gratificante esbarrar com qualidade quando a gente se submete a uma dieta compulsória,  involuntária, de uma prestação de serviços à altura da expectativa no mínimo otimista e realista.

A gente ouve falar que ‘tudo acaba em pizza’quando o episódio envolve políticos, corrupção ou malversação. Quem afirma isso não conhece a importância e o valor de uma bela pizza e a está desmerecendo, desprestigiando. Podiam dizer que ‘tudo acaba em omelete’,com aquele cheiro tão repugnante quanto a atitude que gerou o jargão. Seria mais adequado e resguardaria a dignidade do apreciadíssimo prato italiano. Portanto,vamos dar à pizza o respeito que ela merece e parar de incluí-la nas sujeiras da capital federal e de outros guetos políticos abomináveis. Político corrupto não come pizza. Prefere filé, sem saber que a parte mais suculenta do boi é o ‘outback’, explicação para o sucesso do restaurante homônimo.

Pizza. Ah,que bela surpresa me reservou a cidade de Canavieiras em minha mais recente visita, em maio. Eu estava no Porto,entre conhaques, queijos e a gostosa prosa da também gostosa atendente, quando meu amigo Paulo Duro – um experiente restauranteur - me falou da nova Pizzaria Pan Costa. Encheu a boca de Antartica e de gulaquando abordou a excelência do lugar e do prato principal da Casa. Sem sequer olhar para trás eme despedir das redondíssimas formas da garçonete, escanchei na moto e acelerei direto ao ponto.

Subir escada não é meu forte. Com franqueza: odeio escada. Mas,quando percebi já estava no segundo andar, atraído e movido pelo cheiro de qualidade ou pela qualidade do cheiro que dominava o ambiente até a calçada. Fui recebido por uma boca linda, cheia de dentes enormes e um sorriso do tamanho da pizza média. O ambiente, combinando o branco com algumas cores quentes,também me abraçou como se eu fosse a única pessoa num raio de mil quilômetros. Percebi que lá os garçons pensam assim: cada cliente é único, tão importante quanto um ônibus da CVC abarrotado de famintos turistas. Não é o salão cheio que interessa, mas, prioritariamente, a qualidade do que servem aos poucos ou muitos que chegam ao salão, nos diferentes horários até o último cliente.

Voltei lá outras vezes,numa delas com meu amigo IvonPandolfi, da Pousada Aratama, templo à qualidade, outra raridade de atendimento na cidade. A mesma boca linda, cheia de dentes enormes e um sorriso do tamanho da pizza média nos recebeu e nos encaminhou para a mesa longe da TV (odeio telões em restaurantes e ela sabe disso), e mais uma vez fui ao delírio com a mais deliciosa pizza de meus últimos anos.

Já não preciso ficar apenas no Porto entre conhaques, queijinhos e as belas curvas da garçonete. Tenho a opção da PAN COSTA com sua equipe excelentemente treinada para um atendimento que seja o ímã que atraia clientes motivados pelas delícias que todos, sem exceção, têm ali à disposição do paladar e dos olhos. Olhos? Fiquei tão encantado coma pizza e com o ambiente que nem prestei atenção às outras possíveis delícias – digamos – anatômicas. Afinal,sempre tenho o Porto como boa opção para isso. Respeitosamente, claro.

Pizzaria Pan Costa em Canavieiras

Postado: 07/07/2011

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TATURANAS E CAXINGUELÊS.

MODA OU CARICATURA?

Fernando Volpi

De uns tempos para cá,as ruas foram invadidas por gigantescas taturanas nas cabeças de jovens e adultos, nos mais variados matizes. Sem dúvida alguma,nada é mais repugnante, nem mesmo um caranguejo albino de duas cacholas. Esse horripilante e nefando modismo,inspirado nos moicanos, pinçado do baú das pestes por um jogador português de cabelos lisos e exuberantes – um dos mais bonitos e bem pagos atletas do mundo - até que não agredia tanto a íris. Beirava o colírio,a bem dizer, embora também causasse certa perplexidade o fato de alguém, com excelente apresentação, uma figura pública, possuidor de uma cabeleira de dar inveja ao leão, fazer aquele estrago todo, principalmente sabendo que sua notoriedade influencia o homem comum, ou seja: gera imitações.

É exatamente imitação o que vemos nas ruas,jovens carregando sobre o crânio (muitas vezes oco) aquela taturana enorme, imóvel, grudada, insensível ao vento e aos movimentos da cabeça. Dura comocasca de coco maduro. Umas na cor natural do cabelo,outras coloridas nos tons dos traumas do vaidoso portador. Um quadro de fazer inveja aos filmes de terror na linha do “Sexta-feira 13” e afins.

Outros,naturais ou esticados na base de lesivos e nocivos produtos químicos, farfalham ao vento e se assemelham a um canavial remanescente da queimada. Estamos mesmo a poucos dias do apocalipse, como pregam certas seitas.

Nunca me lembrei tanto do serelepe caxinguelê (foto anexa), quando vi outro jogador, um brasileiro, em recente atuação brilhante em campo. Não consegui assistirao jogo todo porque minha tolerância a essa figurinha execrável é bem limitada, mas foi o suficiente para constatar que outros atletas o imitam e torcedores também. Enfim,o estádio todo era uma jaula de caxinguelês e de taturanas pretas e coloridas.

Minha pergunta é:porque esses jovens imitadores não seguem os exemplos de seus ídolos na genialidade, na disciplina, no aprimoramento de seus próprios talentos? Hem? Porque? Se elesprocuram com o medonho corte de cabelo prestigiar os ídolos, façam-no também pinçando os bons exemplos de atletas tecnicamente perfeitos. Estamos à beira dos Jogos Olímpicos no Brasil (2016) e seria muito proveitoso para os taturanas e caxinguelês se esquecessemdo que há sobre o crânio e se dedicassem mais ao que há dentro dele. Colocarem seu cérebro no comando de um corpo saudável e forte, de uma mente igualmente saudável que policie suas atitudes e as direcione paragrandes conquistas, a começar pelo desenvolvimento de sua própria personalidade, sem imitações levianas ou modismos reacionários. A melhor reação é aquela que traz novidade e evolução. Regredir aos moicanos é comportamento medíocre de quem não tem a menor noção do seu tempo e do seu papel nesta nova era de incertezas e de dificuldades iminentes. Se querem imitar índios,deixem crescer a cabeleira lisa e farta, “negra como as asas da graúna’, como descreve José de Alencar, que jamais descreveria taturanas e caxinguelês na cabeça de um verdadeiro guerreiro.


Postado: 05/07/2011

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VOCÊ PODE

Fernando volpi

Nos anos 80,quando eu chefiava o Departamento de Expansão de importante organização esotérica, em Curitiba,a Ordem Rosacruz-Amorc,escrevi o seguinte texto que não chegou a ser publicado oficialmente mas que circulou entre membros que o copiaram:

“Quando um pensamento negativo vier a sua cabeça,substitua-o imediatamentepor algo positivo . Para isso, é preciso muita disciplina mental que não é adquirida da noite para o dia, de uma hora para outra; é conseqüência de muito treinamento, como no atletismo.Para começar, evite se queixar por qualquer motivo banal, pois quando reclama, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras, como um ímã. Conscientize-se que a maioria daquilo que acaba dando errado lá na frente, começou a se materializar lá atrás, quando você se lamentava compulsivamente.Nunca permita queingerências externas tumultuem o seu dia a dia. Livre-se de intrigas, comentários tendenciosos e de gente deprimida, insegura. E também de pessoas radicais, fanáticas, sistemáticas, preguiçosas, indolentes e intolerantes. São atitudes contagiosas.

Seja prestativo pelasolidariedade. Sinta o prazer de se doar a uma causa humanitária. Tenha justa sintonia com gente de alto astral. Nunca dê importância às coisas pequenas demais diante da grandeza do que está a seu dispor na vida que lhe foi confiada. Cuide bem dela. Preserve-a.Quando no irritamos por detalhes, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure conviver com serenidade e, quando tiver vontade de explodir,leia um bom livro. Ouça um disco. Vá ao teatro, àpraia. Vá pescar. Ousimplesmente reze ou medite. Mas nunca exploda.

Uma boa prática é vivero presente. Viver no futuro é ansiedade. Viverno passado é rancor, remorso ou devaneio. Entregue-se aoaqui e agora, conscientize-se de que nada se repete e de que tudo passa, como na letra do Lulu Santos: “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...” . O seu dia deve valer a pena na mesma intensidade que sua vida vale a pena. E deverá valeraté chegar a sua hora.

Reprograme seu subconsciente e repita diante do espelho: EU POSSO. Mas certifique-se que está afirmando isso de dentro para fora , com toda a sua força interior, o seu EU interior. Ore em seu Santum Celestial, em linha direta com o Criador, nunca na TV. Orar diante da TV e esparramado num sofá pensando no leite derramado é primário demais para atingir a Deus.

Sabemos que aágua é elemento purificador. Então, sempre que puder,vá à praia, ao rio ou à cachoeira. E, em casa, enquanto toma banho,embaixo de um chuveiro decente e num banheiro higienizado e limpo, feche os olhos e concentre-se na certeza de que seu cansaço físico e mental e toda a carga negativa estão indo pelo ralo. Caminhe descalço na terra de vez em quando. Habitue-se a massagear ou escaldar os pés após uma caminhada ou um dia de trabalho.

Mantenha contatocom a natureza; cultive em casa um canteiro de plantas e cuide dele com atenção. Acompanhe a sua evolução, folha a folha, centímetro a centímetro. Adedicação às plantas e aos animais nos acalma e relaxa. Considere a sua casa como um templo à vida. Mantenha-a sempre limpa, perfumada, conservada, sem goteiras ou infiltrações, sem paredes desmoronando nem banheiros entupidos e fétidos,sem bloquear a ventilação e sem aquele aspecto de pós-guerra em bombardeios nucleares. Plante um jardim, uma horta, um pomar, uma árvore, uma bananeira ou até mesmo um pé de arruda.

Selecione bem suas músicas e dê preferência àquelas que o façamcantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a músicafarácom que se sinta vivo, gerando emoção moral e gozo estético. Mas, nãodeixe que a melodia inspire saudade que o sufoque. Evite tambémque a rotina o acomode e que o medo o impeça de sempre tentar. Liberte-se, pegue a estrada, nem que seja por um único dia. Vá de carro, de moto ou pedalando. Mas vá. Amplie suas amizades e as conserve. Viva intensamente a sua vida. Gaste suas horas realizando e nãosonhando, fazendo e não planejando. Saia da frente da malditaTV. Jogue fora o controle remoto. Concentre-se mais no viver que no esperar por esse ou aquele milagre como se fosse um trem de freqüência incerta. E lembre-se:o medo nos afasta de possíveis derrotas, mas também nos afasta de prováveis vitórias...e de nossas próprias chances. Portanto,OUSE, pois, como diz o sábio latim: AUDACES FORTUNA JUVAT, ou A SORTE AJUDA OS AUDAZES.”

Quando o escrevi,jamais podia imaginar que seria tão plagiado e que se renovaria por si mesmo ao longo de tantos anos e que se encaixaria para tantas pessoas com as quais convivo neste instável e nebuloso primeiro decêndio do novo século. Novo século? Estou mesmo velho. Agora, com licença que vou pedalar meus 50 Km. Coisas de um idoso que não perde a mania de orientar mas dando exemplo.


Postado: 18/06/2011

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A CAPELA AGORA VAI... E NÃO RACHA

Fernando Volpi OPERARIOS DA PREFEITURA COLABORAM NA LIMPEZA DA ÁREA EXTERNA DA CAPELA

Em minha recente viagem a Canavieiras,tive a alegria de constatar o bom andamento das obras de restauração da Capela de N.S. de Fátima, no Birindiba, que, mesmo com apenas 2 trabalhadores, vai muito bem, obrigado.

Logo após a reunião do dia 16 de fevereiro deste ano,a Comissão colocou as mãos na massa e, aos poucos, a estrutura da tradicional Capela foi tomando novo corpo, deixando para trás aquela triste imagem de abandono e destruição e reassumindo a apresentação que se espera para um Templo, inda que humilde, principalmente no tradicional bairro do Birindiba.

Oficina de talentos
MADEIRA PARA O TETO DA IGREJA, DOADA PELO EMPRESÁRIO SERGIO CASTANHEIRO, E O EXCELENTE PROFISSIONAL ENCARREGADO DA REFORMA

Fiquei eufórico e até comovido. Moradoresindo e vindo diante da Capela em obras, emocionados e manifestando apoio, flagrantemente agradecidos diante da possibilidade de terem de volta as celebrações na Capela, os salutares encontros diários da comunidade para louvar e sobretudo para agradecer a Deus pelo dom da vida e da convivência salutar nos princípios cristãos mantidos e realimentados nas celebrações diárias ou periódicas, na medida do possível.

Muitas pessoas me perguntam sobre o meu real interesse nessa restauração,que aparentemente nada tem a ver com os propósitos da “Oficina de Talentos” – que são a garimpagem e o treinamento de pessoas talentosas para a aplicação rentável dos seus carismas em atividade artística e profissional que lhes garanta respeito e subsistência digna. A primeira vista,não há de fato uma relação palpável. Nem mesmo eu saberei explicar,assim, de supetão. Trata-se de algo – digamos – reflexo,gerado bem lá dentro, no íntimo, na esfera do espírito voltado sobre si mesmo. Uma inspiração, a bem dizer,na certeza de que algo tinha de ser feito diante daquelas ruínas que beiravam o ultraje. Não resisti a esse impulso e consegui, sem dificuldade,captar pessoas e recursos para a necessária restauração.

Volpi on line
A EMNPRESÁRIA DUDA, MORADORA DO BIRINDIBA, DONA DA PADARIA PROXIMA DA CAPELA, COM A SRA. MARIA HELENA BEZERRA DE MENEZES, DO RIO DE JANEIRO, AMIGA DE FERNANDO VOLPI E UMA DAS COLABORADORAS A DISTÂNCIA, EM RECENTE VISITA À CIDADE.

Com a supervisão do Pe. Euvaldo e a coordenação do dinâmico Dr. Paulo Cavalcante, ouvidos os demais membros da comissão de obras,a Capela readquire sua posição na comunidade católica e retorna ao altar de onde nunca devia ter baixado. Após a reinauguração, talvez eu encontre palavras que definam melhor o meu interesse. Por enquanto,sei apenas que se trata de uma emocionada expectativa otimista pela restauração dos direitos do ser humano e da paz, nessa arquitetura divina que é o mundo em que vivemos. Nas ruínas de um Templo,pode estar presente o desrespeito do ser humano à própria vida.


Postado: 18/06/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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EXEMPLO BAIANO DE TALENTO

Fernando Volpi

Toda organização precisa ficar atenta aos talentos e às capacidades de seus funcionários, estimulá-los e lhes oferecer oportunidades para que demonstrem suas habilidades. Tenho insistido muito nessa teoria nos cursos que aplico país afora. Por isso, encho-me de entusiasmo quando constatoexemplos como o da administradora do Hotel Praia do Sol, em Ilheus, Bahia, no qual me hospedo nas vindas ao sul baiano. O ambiente é decorado com esmero e muita arte por um funcionário da manutenção, cuja habilidade foi descoberta e desenvolvida pela chefe. É o caso do jovem Josenildo Santos, autor desses belíssimos arranjos com elementos colhidos nos jardins do próprio hotel, selecionados, lavados e organizados nos vasos com incomum senso estético, quase um carinho.

Fiz questão de fotografar um dos arranjos e agora publico esta homenagem ao jovem Josenildo, edificado diante desse exemplo de administração focada na valorização do funcionário, assegurando-lhe a justiça de oportunidades que o façam aparecer e crescer. Não são apenas os arranjos que me enchem os olhos naquele hotel:tudo ali reflete dignidade e bom gosto. O café da manhã é um banquete;a cozinha, deslumbrante, com um cardápio servido como nos melhores hotéis de primeiro mundo. Não me lembro de ter visto um único funcionário com a cara de vascaíno arrependido. Todos os funcionários, sem exceção,são um convite a uma feliz hospedagem.

Transitar naqueles corredores e jardins, nos salões decorados pelo Josenildo, é um revigorante e colorido passeio entre beleza e arte, eloquentes exemplos de que o baiano, quando quer, faz a Bahia aparecer.


Postado: 20/05/2011

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MARIA

Fernando Volpi - Oficina de Talentos

Um dos mais expressivos compositores deste país canta, numa de suas criações deslumbrantes: "Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta"" e continua definindo o que o nome sintetiza em sua magnitude, segundo sua inspiração. A música atravessou décadas desde o lançamento e não há cantor que deixe de incluí-la no repertório, nos mais variados arranjos.''Mas é preciso ter força, é preciso ter raça é preciso ter gana sempre..."

Maria é o nome da mulher que gerou um dos maiores profetas da humanidade,aquele que cindiu a história e precipitou o homem em novos tempos que deveriam ser de bonança e de prosperidade, e, se não o foram, certamente nem Maria e muito menos seu filho tiveram ou têm algo a ver com todas as trapalhadas do mundo. Esse nome, Maria,o mais comum em qualquer país, possui o dom de alavancar atitudes, de sacudir estruturas sedimentadas no erro e na estupidez, de inspirar, de operar milagres nascidos da fé, de comover pela simples invocação.

Basta uma rápida (se fizer a conexão em outra cidade, é claro) pesquisa na Internet para conhecer muitas Maria(s) que foram guerreiras,que mudaram rumos da história, que criaram condições para que outros pudessem reinventar suas próprias vidas. Marias mães,Marias líderes, Marias rainhas, Marias pobres e ricas, Marias exemplares.

Reencontrei,hoje, aqui em Canavieiras, o jovem Thales que sempre demonstrou incontestável talento para a prestação de serviços, tanto na cultura quanto no comércio. Sua boa apresentação e um português castiço,refinado, sempre impecável no trato com os clientes, alunos e amigos, tudo isso se reflete na maneira como comanda sua vida e seus negócios, promovendo treinamentos periódicos para que os funcionários sigam sempre a linha de qualidade por ele determinada. Eu,como palestrante motivacional,insistindo na excelência como única esperança do comércio e da prestação de serviços nos bicudos dias que virão, sinto-me edificado ao constatar a excelência, a extrema coerência daquele empreendimento que escolheu exatamente o nome 'Maria", no repeteco enfático 'Maria, Maria' que pode perfeitamente significar a dupla preocupação com a qualidade e com a responsabilidade que o nome sugere.

Isto aqui não é matéria paga, nem confete ou purpurina. É apenas um desabafo que escancara um "Ufa, nem tudo está perdido". Ainda há esperança de termos em Canavieiras todas as empresas atuando dentro de padrões modernos e, no mínimo, decentes,no que podemos definir como 'qualidade com responsabilidade'. Salta aos olhos que o Thales não está sozinho nessa busca constante domelhor. Outros empresários primam pela qualidade e pela perfeição,pela apresentação do seu negócio, pela roupa dos funcionários e por seu treinamento periódico, pela limpeza do local e pela pós-venda. Maria, Maria não é apenas a lavanderia modelo. É a síntese do talento,dos dons, da coragem, de audácia e ousadia inerentes a todo ser humano. Só que a maioria,infelizmente, só percebe isso quando a vaca já foi para o brejo. Aí,haja Maria para encarar o sufoco da perda ou da recuperação.

Postado: 14/05/2011

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MORRER TENTANDO?

Morrer Tentando

Como disse em publicações anteriores, a excelência na prestação de serviços é a única fórmula (não tão secreta assim) de se alcançar o êxito em qualquer atividade profissional desse segmento. Mas, não podemos exigir excelência de quem não tem as condições mínimas para alcançá-la: cursos de especialização, treinamento objetivo, informação em tempo real. Tempo real? O que estou dizendo???? Como podemos falar em tempo real com uma velocidade de internet dos anos 90? Século passado, minha gente, isso é século passado... e põe passado nisso. Quando se fala em informática, 6 meses já é jurássico.

Em meu texto "Lenta sim, e daí?", ilustrado por uma tartaruga de duas cabeças (uma para vender o plano, outra para pensar numa boa desculpa), eu, que estava no Rio de Janeiro, não me lembrava exatamente de quanto a velocidade aqui é execrável. Hoje, tendo vindo a Canes para a reunião pró Festa do Caranguejo, constato mais uma vez, ao VIVO (o trocadilho está valendo), que a conexão na cidade é coisa para monge tibetano. E põe monge nisso, daqueles que bebem chá de boldo com pimenta verde, sentindo gosto de mel. Aqui estou, em meu escritório, já no quinto comprimido de um calmante para búfalo, tentando passar para meus parceiros em vários Estados a síntese da primeira Oficina de Resgate da Festa do Caranguejo, que deverá na verdade se transformar em um Festival Cultural e Gastronômico. Foi uma reunião muito bem conduzida, com conclusões preliminares palpáveis e que acenam para bons resultados. Eu não estarei aqui, pois a data coincide com minha viagem a trabalho ao Caribe, mas já me comprometi com o Carlinhos Alegria de Viver de cooperar com o entusiasmo que me é peculiar, mesmo distante, porque lá fora eu conto com uma velocidade compatível com a excelência que se busca. Percebi que o colegiado gestor do evento está buscando a excelência e, quando o assunto é excelência, embarco nele. Quando o cavalo passa encilhado, não sobe nele quem é burro ou lento demais.

Com a Internet Caranguejo – essa que anda para trás, como a nossa – ficará um pouco difícil a gente empregar o pouco tempo que nos resta para a divulgação maciça e bem pulverizada, mesmo porque a velocidade do Correio também é caranguejada. Quase tudo aqui ainda está caranguejado. Você encontra o parafuso numa loja, mas não a porca. Na loja em que encontra a porca, falta a arruela. E assim por diante.

Opa. Saí do assunto. Eu falava de que mesmo? Excelência? Internet lenta? Festival do Caranguejo? Parafusos e arruelas? Ah, lembrei: eu estava apenas tentando dizer que tenho uma pena danada de nossos jovens que precisam de velocidade para suas pesquisas escolares, de empresários que precisam cobrir preços ou participar de licitações, de emitir seus documentos fiscais, de trocar informações e de buscar novos clientes, etc etc etc , e eu iria de etc até o final das próximas mil páginas. E aproveitei para dar uma cutucada na VIVO que, talvez, queira ser uma das patrocinadoras do Festival do Caranguejo, antes que a concorrência – que já ando sondando, diga-se de passagem - o faça, de olho neste nosso mercado que, ao contrário do que se pensa, tem muita chance de virar a página bolorenta do seu passado de glórias cacaueiras. Está na hora de mandar o cacau para o cacaueiro que o pariu e de agarrar de unhas e dentes os novos tempos e os novos negócios que aproam nesta região de privilegiadas oportunidades. E haja excelência para isso.

Postado: 10/05/2011

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A CULPA É DO CARANGUEJO

Já notaram que o caranguejo nunca encara a gente ‘olho no olho’?   Está sempre mirando  a estibordo e a bombordo simultaneamente,     com a exata intenção de disfarçar,  aqueles disfarces indisfarçáveis de quem vive na lama.  Sujeitinho dissimulado está ali.   Se ele pensa que me engana com seu  jeitinho brejeiro  e SUTIL,  está muito enganado.   Eu e você sabemos que tudo de ruim que acontece aqui em Canes é culpa dele, só dele,  exclusivamente dele. 
Vejam por exemplo o lamentável estado de conservação do Sítio Histórico,  que em fotos na internet revela  um atraente cenário e,  na realidade,   é aquilo ali:  paredes desabando, ferrugem se espalhando,  refúgio nem tão secreto para as bexigas nervosas e outras mil e uma utilidades,  exceto a de encantar.  E o píer ainda representa   sério risco para os visitantes,   com vergalhões expostos e as proteções danificadas.   É exatamente como eu disse:  a culpa é do caranguejo,  que ao invés de ajudar só ri  do  descaso,  com aquela expressão  debochada de crustáceo decápode e braquiúro.   Odeio gente assim. 

 

Fernando Volpi

Outra irresponsabilidade do caranguejo é permitir a barulhada que se instala na cidade,  motos com descargas livres,   alguns serviços públicos que não respeitam horários de funcionamento e muito menos o atendimento prioritário a idosos e deficientes,  a publicidade volante simultânea  e exageradamente alta  de anunciantes diferentes.   Ah, a propósito disso,  todos devem se lembrar daquela coincidência de dois veículos circulando lentamente e em direções opostas;  enquanto um anunciava aos berros  a deliciosa comida daquele restaurante ‘de tempero caseiro’,   o outro atraía a atenção para os preços populares da farmácia tal e tal.  Muito apropriado,  concordam comigo?  Se passar mal com o tempero caseiro,  já sabe onde há remédios com preços tentadoramente menos altos. É a chamada propaganda compartilhada.   E a culpa por isso tudo é do caranguejo,  um gozador incontrolável.

Ele debocha até mesmo das mais nobres atitudes, como a da recuperação de pistas danificadas, a preservação do patrimônio histórico e das fachadas centenárias, a da criação de uma rua só para pedestres tipo calçadão proibida até para bicicletas e skates para que as crianças possam brincar sem riscos, fala mal da construção de uma pista para os skatistas, censura e tenta sabotar recuperações de igrejas e espaços para desportistas e para convivência; enfim, apronta o diabo a quatro para que a cidade se transforme num gigantesco pântano, como lhe convém.

Creio que foi por isso que alguém, iluminado pelo nobre sentimento de vingança , resolveu acabar com a Festa do Caranguejo. E o povo, simplesmente, cruzou os braços. Afinal, todo mundo estava com raiva do bicho que acumula uma longa ficha criminal. Ao extinguir a Festa do Caranguejo, o povo estava dando o troco ao casmurro crustáceo. Não pouparam sequer o monumento, atacado a paus e pedras pelos valentes defensores do nada. Felizmente, alguém ligado à importância do trabalho artístico providenciou a restauração, inda que em déficit com o bom gosto.

Apesar de todos esses delitos , uma comissão está se mobilizando para a volta da Festa Nacional do Caranguejo, um evento que reúna em Canes centenas de pessoas adeptas desse suculento prato, provenientes do mundo todo, para que testemunhem os estragos feitos na cidade pelo bicho e, movidos também pela vingança, o devorem às toneladas com a tranquilidade de quem sabe pelo menos o endereço daquela farmácia com preços não tão arrasadores. Dá para pagar em até 24 vezes, no cartão da casa, se passar mal.

Mesmo sem a menor simpatia pelo caranguejo, estarei na comissão. Gosto de sofrer e adoro esses desafios e – quem sabe? - assim eu conseguirei superar a idiossincrasia. Preciso olhar o caranguejo olho no olho, mesmo que tenha que me concentrar em um só: o da esquerda ou o da direita. Até me convencer de que ele, o caranguejo, homenageado por uma justíssima festa, nada tem a ver com a desordem urbana e com a convivência cada vez mais difícil entre as várias correntes políticas e até mesmo as sociais e religiosas, quando o correto seria unir, somar para multiplicar e, é claro, dividir melhor, sobrando inclusive para o caranguejo. Esse sujeitinho debochado mas que, cá prá nós, conhece muito bem o seu lugar, luta por ele e o defende com unhas e dentes. Só é um pouquinho relaxado com a limpeza. Mas, quem se preocupa com limpeza? Isso é uma outra história.


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Postado: 21/04/2011

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FIGURINHAS BISSEXTAS

Já estamos novamente às voltas com as visões fellinianas e bissextas dos famosos “foi ideia minha”, os chamados autores fantasmas que pegam carona em boas iniciativas de terceiros e as tomam como plataforma para tentar convencer o eleitor de que são os candidatos certos para esse ou aquele cargo. “A reforma da ponte? Eu consegui a verba”, vomita um. “Aquelas placas sinalizadoras? Eeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuu mandei fazer”, esgoela outro. Enquanto isso, o verdadeiro autor da proeza está bem longe de ser reconhecido porque as figurinhas bissextas (vou repetir muito essa expressão), quase sempre ausentes na maior parte do tempo entre anos eleitorais, reaparecem do nada ou dos pântanos para serem vistos em inaugurações, solenidades cívicas, festas religiosas, em toda ocasião, enfim, que represente voto. Sub-repticiamente, apropriam-se da autoria das obras, exatamente das obras mais expressivas e que sejam vistas por todos, em pontos de grande tráfego para que as pessoas associem aquela benfeitoria ao seu “autor”, inda que indebitamente.

Fernando Volpi - Bissextas

A figurinha bissexta tem a cara de pau do picareta de automóveis, uma grande facilidade de convencer, alguém capaz de vender para a mesma pessoa o mesmo carro várias vezes. Um ator, uma raposa, um abutre que chafurda em suas imundas mentiras e armações. A figurinha bissexta vai e vem, nunca desaparece totalmente – como, aliás, seria desejável. De preferência, que desaparecessem para sempre, se extinguissem, como se uns fossem os predadores dos outros, vorazes, insaciáveis, inexoráveis. Seria ainda melhor se mergulhassem no ácido ou numa bosta cáustica despejada por seus semelhantes.

Todo governo tem um titular, seja ele municipal, estadual ou federal. E, cada titular, uma boa equipe gestora e consultora. Portanto, o mérito pela realização de uma obra ansiada pelo contribuinte é de muitos, inclusive do próprio contribuinte, nunca de um só. Não há – nem pode haver – titularidade exclusiva no êxito da prestação do serviço público ou privado. Um simples chafariz inaugurado numa praça frequentada por desocupados, cachorros e urubus é crédito de uma equipe, resguardadas apenas as responsabilidades específicas de acordo com o grau de participação. Da mesma forma, a restauração ou a recuperação de um patrimônio público de grande porte também é obra atribuída a uma equipe. Portanto, se ao Alcaide eleito compete inaugurar e por isso receber, justamente, os panegíricos encomiásticos provenientes de todo lado, os dividendos políticos, devemos reconhecer que naquela tesourada na fita inaugural estão representados os esforços de quem realmente cooperou de maneira efetiva e legítima. Ou seja: a equipe. Mas, trata-se da equipe do cotidiano na ação pública, pessoas que são vistas em todos os momentos mais importantes da administração, assumindo todos os riscos, do sucesso ao fracasso, e não apenas do êxito.

As figurinhas bissextas continuarão por aí, reaparecendo para as inaugurações, escancarando a boca nem sempre cheia de dentes, exibindo a cara de pau forjada em sua flagrante e indisfarçável ambição. Mas o povo já está aprendendo que em casa de ferreiro o espeto pode não ser para churrasco e que não é em toda eleição que a costela estará tão suculenta para justificar um “penetra” bissexto. O risco pode remetê-lo ao banheiro e fazê-lo ir com a descarga para a #&*@ que o pariu. Com todo respeito, naturalmente.


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Postado: 18/04/2011

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LENTA SIM, E DAÍ?

Volpi canavieiras

Cardiologistas, psiquiatras e farmacêuticos estão rindo de orelha a orelha com o aumento da demanda de neuróticos, descabelados e estropiados psiquicamente devido à irritante lentidão da internet em Canavieiras e nesta faixa do litoral baiano, contrastando com a beleza de tudo aqui. Os investidores, principalmente estrangeiros empanturrados de euros e BOAS IDÉIAS desembarcam aos trancos e barrancos, atraídos pela paisagem deslumbrante, mas a maioria desiste e vai para outros litorais mais digitalizados, bem servidos pela modernidade, principalmente na comunicação. Hoje em dia nada é feito sem a internet, absolutamente nada, nem mesmo aquilo que você está pensando agora. O sexo virtual tem aliviado muita gente, como uma imaginária extensão peniana. E põe extensão nisso, um milagre da elasticidade.

Fiz um plano com a operadora Vivo para conexão 3G, pagando o preço de 3G, mas usufruo da nefasta 2G, aquela que você tem a impressão de estar em “slowmotion” num filme romântico dos anos 60 e, para piorar, sem a Elizabeth Taylor. Perdia conta de quantos mouses quebrei, de quantos chutes dei no pé da mesa e de quantas vezes mandei para os quintos dos infernos e para lugares menos confessáveis qualquer pessoa que se atrevesse a me dar bom dia e perguntar: “Tudo bem?”. Fiz o contrato com meu amigo Isaias, aquele do sorriso godê, gente fina, simpático, carismático, sempre acenando como político em ano eleitoral prá Deus e todo mundo e invariavelmente com uma resposta na ponta da língua: “vai melhorar, vou ligar para Itabuna”. Ainda bem que tenho no porto o Cantinho da Zezé para esperar... sentado. Isaias sempre passa de bike e lança a pergunta: “Tudo bem?”.

Fora da cidade (em Ilhéus, por exemplo) até que o modem Vivo quebra um galho, deixa de ser uma tartaruga e se aproxima de um mineiro apertando cigarro de palha entre um dedinho de prosa e outro. A gente baixa algo de interesse e vai cagar, tomar banho, fazer a barba, ler o “Tabu” e, antes de chegar à última página, o download está concluído. Não é tão irritante assim, concordam comigo? Com ajuda das tarjas pretas adquiridas com receita médica, dá prá encarar. No mínimo, 3 comprimidos antes de ligar o computador e 3 depois do download. Simples assim, como diria a concorrente.

É pena que tudo seja muito engraçado apenas até onde é ridículo e absurdamente abusivo. Ninguém reclama, ninguém se mobiliza para alterar esse quadro de lentidão, nada é feito para melhorar a conexão em nossa cidade. Vê-se antena aqui, antena ali,dando a impressão de que a coisa pode melhorar, como afirma meu querido Isaias. Mas,até lá, teremos arrancado todos os cabelos do peito e sabe-se lá de onde mais. A cada tentativa de conexão, uma depilação.

E não adianta reclamar. Ninguém tem tempo para colar o aparelho na orelha e esperar atendimento ouvindo aquela irritante musiquinha chinfrim. Na loja, o atendente também é vítima da lentidão que a própria empresa impõe, e nada fica resolvido porque nada pode fazer. É a velocidade 2G que deveria ser 2H, isto é, ‘twoheads’,uma bela e sarcástica tartaruga de duas cabeças: uma para vender o plano, outra para pensar numa boa desculpa.


Postado: 04/04/2011

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QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME.

politicos Ladroes, porcos, vagabundos, Politicos miseraveis

É o que se diz toda vez que alguma ameaça se avizinha, uma investigação, uma suspeita, um processo etc. Mas, diante das recentes evidências, concluímos que , quem deve, também não teme e nem paga. Na verdade, sempre terá alguém para emergir com argumentos do tipo: “as provas são insuficientes”, “não há provas”, “cadê os motivos?”, “é inocente”, “legítima defesa” ou até mesmo a tal “inconstitucionalidade”.

Quando o país inteiro comemorava a aplicação de uma lei (a quarta, desde 1988) criada a partir da iniciativa popular – a Lei da Ficha Limpa – fomos surpreendidos por um voto de desempate que agora empata os esforços de moralização da atividade política, estancando o primeiro grande passo nesse sentido. Um dos criminosos beneficiados pelo Supremo afirmou com ares de fênix paraense e sem esconder o deboche: “Foi reposto juridicamente o respeito à Constituição, reconhecendo a soberania popular manifestada nas urnas em outubro passado”. Ora bolas, ele mesmo jogou a Constituição no lixo quando se locupletou e formou quadrilha para as mais infames agressões ao povo brasileiro. Por outro lado,se foi a força popular que se fez presente na criação da tal Lei da Ficha Limpa, isso devia ter sido considerado pelo Ministro do voto decisivo no STF, que, aliás, é indicação da Presidência da República, também beneficiada por uma anistia caída do céu.

Essa Lei da Ficha Limpa já não terá tanta eficácia nas próximas eleições, penso eu. Nasceu tropeçando, seguirá tropeçando. Quando um dos parasitas beneficiados com a decisão do STF bradou que “a soberania popular foi reconhecida”, não exagerou. De fato, foram os votos que o mantiveram no macabro e cobiçado quadro político, aqueles votos “secretos” e inconsequentes nascidos sabe-se lá de que artimanhas sub-reptícias, como a ação de cupins, ratos e outras pragas. As pragas serão empossadas com aquele sorriso demoníaco do “Não falei?” que beira o cinismo. A tal Marcivânia (quem votaria em alguém com esse nome?), o famigerado Barbalho que com sutil troca de letras viraria um palavrão mais digno dele,o Zonta que me lembra um restaurante catarinense que serve carne de caça. Enfim, são tantos os abençoados pela decisão do STF (e ninguém mexe em decisão do STF) que nem mesmo a Justiça Eleitoral saberá, neste primeiro momento,quais ou quantos.

A palhaçada se estenderá às próximas eleições que, aliás, já mobilizam apertos de mãos, acenos, poses e sorridos ensaiados no melhor estilo “papagaio de pirata” em eventos cívicos ou sociais. Vê-se, nas fotos,gente que se acotovela para aparecer numa sinistra ‘avant-première’ da próxima campanha eleitoral que – Deus nos livre – trará de novo o infernal e desrespeitoso duelo de propaganda ruidosa e de mau gosto. Os candidatos ‘ficha-suja’ terão (alguns já têm) a cara de pau de ressurgir de seus porões como eméritos e beneméritos, anistiados neste cenário do “quem deve, não paga”. E a ‘soberania popular’ estará consolidando nas urnas essa nefasta presença entre os políticos corretos,que felizmente são muitos... ainda. As nefandas criaturas do mal não largam o osso,como cachorros famintos, e criam a ciranda do ‘entra corrente, sai corrente’ que obstrui toda e qualquer iniciativa bem intencionada de alguma raridade de político sério e preocupado em liderar, desses que brotam até mesmo dos monturos que fornecem a boa seiva , como acontece na natureza.

O eleitor precisa estar informado de que seu voto não é papel higiênico, mas pode perfeitamente (pinçando a palavra do meu amigo Gabriel Paz), limpar a bosta que grassa alhures na política nacional em todas as esferas, com raras e reconhecidas exceções. Até que um dia, na política pelo menos, possamos afirmar que “quem deve, deve temer sim senhor, porque vai pagar”. Esperemos que o palhaço deputado Tiriricacumpra sua promessa de campanha e nos conte tim-tim por tim-tim o que fazem os senhores políticos sob a égide de leis que eles mesmos criam. Para eles.

Afffffffffffffffffffffffff. Com licença, vou ao Bistrô tomar um café ou uma cidreira, me deliciar com o visual do porto e fingir que acho graça nas piadas do Diego, que já pensa em se candidatar a vereador. Afinal, quem não deve, deve realmente tentar para aos poucos expurgar o ambiente. E haja filtro para tanta porcaria e tamanha porcada.

 


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Postado: 04/04/2011

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AS PÉROLAS E OS PORCOS

Politicos Sujos, corrupteis, ladroes, politicos vagabundos

Não conte para ninguém mas,   cá entre nós,  sei bem  que não é fácil ao homem voltar-se para dentro, estancar o frenético diálogo do ego supervalorizado, sempre a matraquear sobre assuntos exteriores que, aliás,   confirmam a fragilidade desse ego equivocado.  Isso, é claro, dificulta ao homem o acesso à espiritualidade e talvez seja por isso que alguém teria, em algum lugar lá atrás, diante de alguma circunstância irritantemente óbvia, afirmado que não se devem lançar pérolas aos porcos.  Entendamos assim, cá entre nós e não conte para ninguém,  que a espiritualidade não pode ser aproveitada pelas pessoas não preparadas, não conectadas.

De fato, nada pode ser dado a uma pessoa se ela não o quiser ou não o pedir espontaneamente e,  no mínimo,  com algum sinal de sinceridade.  Ao desinteressado, as mensagens podem ser equivocamente interpretadas como simples palavras de reconforto, em vez de cumprirem seu papel de motivar, de esclarecer,  de conduzir à compreensão.   Invariavelmente, a expectativa de reconforto impede a intelecção inequívoca.

Muitas vezes, a incursão à espiritualidade se origina menos na fé e na esperança do queno medo, na ansiedade, no desespero e até na curiosidade passiva.   É isso mesmo   que fique só entre nós,  não conte para ninguém muitos dos que acorrem à espiritualidade, às palavras dos  maiores  avatares ,  dos grandes profetas e notadamente daquele, do MAIOR,  que cindiu a história da humanidade em dois tempos – antes DELE e depois DELE -  o fazem movidos pelo medo e pelos sentimentos dele originados,  quando todos deviam ser guiados pela consciência da própria coragem e até mesmo da audácia.  Ao que busca a espiritualidade deve ser exigida a capacidade de ousar,de olhar a vida de um plano bem mais alto,  saltar para fora de si mesmo e, analisando-se de fora,  encontrar suas próprias respostas e delas tirar o melhor proveito possível,  a começar por uma insofismável mudança interior, de comportamento,  de ATITUDES enfim (lá venho eu com Atitude de novo).

Melhor seria se o buscador substituísse as tradicionais orações na base do “dai-me, Senhor, a paz” por algo assim, que li certa vez num diário de um postulante à vida missionária: “Dai-me, Senhor meu Deus,  o que vos resta,  aquilo que ninguém pede;  não vos peço o repouso, nem a tranquilidade, nem da alma, nem do corpo. Não vos peço a riqueza, nem o êxito, nem a saúde. Tantos vos pedem isso, meu Deus, que já não deve sobrar para dar. Dai-me, Senhor,  o que vos resta, dai-me aquilo que todos rejeitam e temem.  Quero a insegurança e a inquietação,  quero a luta e a tormenta.  Dai-me isso, meu Deus, dai-me a certeza de que essa será a minha parte para sempre,  porque nem sempre terei coragem de Vo-la pedir.  Dai-me, Senhor,  o que vos resta,  dai-me tudo o que os outros não querem.  Mas dai-me também coragem, ousadia, bondade, força e muita fé.  Mas, que fique  cá entre nós,  não conteis  para ninguém.  A-mém.”

 

Ah! Lembrei agora.  Eu falava de pérolas e porcos.   Mas, por que será que toquei nesse assunto?  Eu ia falar da Lei da Ficha Limpa, sendo o voto as pérolas, e desviei o foco para  espiritualidade.  Preciso fazer alguns exames. Meus 66 anos acabam comigo ( cá entre nós, não conte para ninguém).   Amém de novo. 

 


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Postado: 29/03/2011

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Prestar serviços não é prestar favores

Oficina de Talentos - Fernando Volpi

Realmente, quem presta serviços de qualquer natureza, consertos, vendas, alimentação, entretenimento, instalações, bens de consumo, bens duráveis etc etc etc, não presta nenhum favor. Ao contrário, recebe o favor de quem o procura para contratar seus serviços ou adquirir seus produtos. O vendedor cobra, o cliente paga. Câmaras específicas administram eventuais discordâncias ou soluções de continuidade, mas, na transação, o único favor vem do comprador, do contratante, da parte que paga.

No universo do vendedor, igualmente, ninguém presta favor algum. O patrão paga ao empregado para cumprir suas obrigações satisfatoriamente; o empregado as cumpre com obediência e dedicação, com atitudes de quem é o dono do negócio pois tem a confiança do verdadeiro dono. E confiança é algo que se absorve e não se trai. E o empregado também não faz favor ao patrão se trabalhar bem e vender muito. O único favor que se vê aí nesse contexto é aquele que o empregado presta a si mesmo, mantendo-se no emprego, garantindo com isso seu sustento e o pagamento dos serviços que contratar ou dos bens que adquirir, quando então estará fazendo favores a outros . É a roda, o círculo da rotina comercial na qual o empresário e seus auxiliares devem sempre e invariavelmente ter em mente que a máxima do ‘cliente tem sempre razão” nunca sai de moda. O que não deve prevalecer é a cegueira, o radicalismo e a pretensão de qualquer uma das partes. Se o vendedor retribui com bom atendimento ao favor que o comprador lhe faz, estará se equiparando ao gesto do outro e, por assim dizer, prestando um favor ao próprio negócio. Em outras palavras: a si mesmo. Mas, nenhuma das partes deve tirar partido da importância de cada atitude, a de quem compra, a de quem vende, a de quem contrata, a de quem é contratado. Todos são dignos do respeito à ética e à dignidade. Ambas as partes, vendedor e comprador, farão favores mútuos se mantiverem acima de tudo e de qualquer questão subjetiva, o salutar tom do “a cada negócio, uma amizade renovada”. Tolo é o cliente que acha que pode esbravear só porque “estou pagando” e mais tolo ainda é o comerciante acreditar que não precisa daquele cliente pois já tem o suficiente. O bom mesmo é cada um saber muito bem qual é o seu papel nesse teatro fantástico que é a vida civilizada.

Aproveito para transcrever um texto iluminado, mas curto e grosso:

O cliente

O cliente é o visitante mais importante em nossa casa.



Ele não depende de nós; nós é que somos dependentes dele.



Ele não é uma interrupção em nosso trabalho; ele é o propósito do mesmo.



Ele não é um estranho em nosso negócio; faz parte dele.



Nós não estamos fazendo favor ao servi-lo; ele está fazendo um favor em nos dar essa oportunidade.



(de alguém que não queria quebrar... e nunca quebrou)

Postado: 28/03/2011

Fernado Volpi - Oficina de Talentos

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LEDO ENGANO

Fernando Volpi - Oficina de Talentos

Engana-se quem pensa que a legítima liderança seja conferida a alguém por um título cheio de rococós ou que esteja vinculada aos altos escalões eletivos ou não, aos salários gordurosos de privilegiados nem sempre dignos ou às aparências exibicionistas e aparatosas da pobre gente rica.  Não é nada disso. A verdadeira liderança é demonstrada em ATITUDES(lá venho eu de novo com esse tema) que influenciem outras atitudes coerentes e até mesmo a vida das pessoas.

Acredito – e por isso sou captador de talentos – que o cerne da liderança está na maioria das pessoas com alguma manifestação de talento,ou seja, pessoas comuns atingindo feitos extraordinários, valendo-se de suas habilidades em prol do lugar onde vivem e trabalham, ao mesmo tempo em que se destacam e crescem profissionalmente por meio dessas mesmas habilidades, desenvolvidas, aprimoradas, atualizadas e postas em prática de maneira objetiva e planejada.

Quando saio sedento em busca de fontes de talento, de pessoas talentosas, estou na verdade procurando prováveis líderes.  Todo talentoso é uma promessa de líder.  Mas,se nasce talentoso,  não nasce líder.  Tem que aprender a liderar no exercício diário do seu talento,na sua arte,  na sua prestação de serviço, no seu empreendimento,  no seu negócio,  na sua atividade,  sempre focado nos benefícios que o seu talento emprestará ao ambiente em que vive.  Se não tiver um mínimo de preocupação com esses benefícios, será mais um talento desperdiçado.  Deus dá o carisma para ser compartilhado e não apenas apresentado ou usufruído egoisticamente.

O vendedor carismático foca no prazer que o bem ou o produto proporcionarão a o comprador, sem considera-lo apenas para fins de estatística de produção. O prestador de serviços talentoso saberá que seus préstimos farão a diferença na vida do cliente, irão aliviá-lo de algo ou acrescentar algo, e não simplesmente atende-lo na estrita tarefa contratada. O médico, mesmo diante da urgência de um atendimento sufocante e precário, se for talentoso, terá em mente que sua perícia vencerá o tempo e as dificuldades pontuais, e que o paciente espera dele algo além do diagnosticar e medicar: espera que salve a sua vida. O pregador talentoso tem consciência de que suas palavras não são apenas de crescimento interior ou na fé, mas também – e principalmente – de encorajamento para ATITUDES de crescimento coletivo e de criar um legado de grandes contribuições efetivas, sobretudo com o próprio exemplo. Enfim, em toda atividade profissional, artística ou não, o talento deve remeter à liderança da mesma forma que a educação e a fé conduzem ao equilíbrio e ao bom senso exemplar.

Perdoe-me o leitor se passei a ideia de ambiguidade ou de divagação neste amalgamado desabafo, mas saiba que, talvez por ser um desabafo, uma ou outra colocação mereça maior ponderação até atingir a essência do que tentei, verdadeiramente, exprimir. Qualquer conclusão que não beire essa verdade será, por assim dizer, mais um ledo engano.


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Postado: 26/03/2011

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