Oficina de Talentos

Oficina de Talentos

Quem sou eu:

Um garimpeiro de talentos em todas as manifestações artísticas. Sempre terei uma vaga em meu coração e em meus eventos para os artistas ainda anônimos, aqueles que querem mostrar ao público a sua arte, sua música, seu artesanato, seu desempenho no atletismo, no esporte, na culinária, na prestação de serviços de toda e qualquer natureza. Eu me empenho para torná-los ainda mais confiantes em si mesmo. Ensino 'atitude', arranco de suas entranhas toda a força interior com a qual foram abençoados ao nascerem, para que expludam em talento, graça, técnica, beleza e encantamento.

E, é claro, realização pessoal, evitando a frustração na maturidade. Pois não há nada mais deprimente que um artista frustrado, já que em sua frustração arrasta consigo a frustração da humanidade privada de sua arte.

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Fernando Volpi




BOM DIA, PERIGO!!!!!

Você já parou para pensar que,quando cumprimenta alguém aparentemente comum, tão supostamente igual a você, pode estar na verdade diante de um psicopata? O mais assustador é isso:você nunca saberá e estará sempre correndo o risco de ser uma vítima. Mas, relaxe: a maioria dos psicopatas não é assassinano sentido estrito, embora todos vivam de “matar” o que você tem de mais elevado: os sonhos, a esperança, a confiança que você deposita neles. Pode ser o seu vizinho,o entregador, o vendedor, o motorista, aquele empresário ‘bom de jogo’, um parente próximo...qualquer pessoa.

Psicopata não tem cara de mau. Ao contrário,é bem apessoado, transmite ser uma pessoa exemplar, um desportista campeão, defensor da natureza, um religioso temente a Deus, benemérito, lutador pelos direitos humanos, um político dinâmico e popular. Enfim,alguém acima de suspeita. O psicopata convive conosco, mas é frio e sem consciência – esse sentido tão especial que dá ao homem a capacidade de amar e de conviver com os semelhantes. O psicopata nem sabeo que é ‘semelhante’, já que se vê diferente. Ser uma pessoa consciente está relacionado à maneira de conduzir a vida e o meio de vida, isto é: o negócio, uma atividadeprofissional, a família, o círculo social e até mesmo a fé. O psicopata ao nosso lado consegue deixar seus verdadeiros instintos tão disfarçados e imperceptíveis aos nossos sentidos que jamais notaremos que é despidode caráter e de vestígios de consciência.

O psicopata é desprovido de senso de responsabilidade ética. Ele nunca terá a inquietude mental, o menor sentimento de culpa ou remorso por decepcionar, enganar, ferir ou trair alguém. Alguns psicopatas,levados pela confiança ingênua aos dourados poleiros da gestão ou do poder, utilizam disfarces tão perfeitos que acreditamos serem honestos e bem intencionados. Atores dignos de prêmios,os psicopatas mentem com a serenidade de quem está narrando a mais cristalina verdade.

Portanto, cuidado. Você pode estar diante do perigo em todo momento,nas ruas, nas compras, noscomícios, no templo, em qualquer lugar, em todo lugar, parado ou em movimento. Esse risco habita entre nós,lado a lado, cara a cara, olho no olho. Por mais assustador que isso nos pareça,teremos que aceitar. A experiência nos confirma essequadro sinistro. A gente prefere acreditar e até torcer para que todas as pessoas sejam dotadas de consciência,mas a realidade não é bem assim. Estaremos sempre involuntariamente cercados de psicopatas tanto quanto de outros riscos,contrastando com a beleza natural desta região abençoada e com o caráter de – felizmente - a maioria dos nossos amigos e conhecidos.

O amigo leitor deve considerar que, neste artigo,me refiro às pessoas de má índole, que cometem suas maldades por puro prazer e diversão ou para se locupletarem, sem vestígios de arrependimento, já que, arrependimento, bem como dignidade, respeito, solidariedade, brio, honra, humildade e responsabilidade são palavras que elas desconhecem. São pessoas que podem se locomover de um lado a outro montadas em suas vassouras, bikes, motosou em carrões, distribuindo nocivamente o que já temos (sem nunca termos desejado) em abundância: pragas destruindo ou tentando destruir riquezas, não apenas o cacau, mas notadamente a nossa paz e nossa sadia convivência com a única riqueza que vassoura de bruxa nenhuma destruirá: nossa consciência de que dependemos uns dos outros para nos defendermos dos psicopatas e de outras pragas que infestam o mundo. Pobre mundo. Podre mundo.

Axé para todos nós.

Fernando Volpi
Postado 07/03/2011



O TROCO

É comum, em algumas lojas,o consumidor ler junto à caixa, os dizeres: - “Facilite o troco”.  Nada mais justo,nesta época de poucas moedas circulando já que a maioria das pessoas prefere ‘juntar’   em casa, nos famosos cofrinhos,  as moedas do seu cotidiano para depois trocá-las numa padaria, na banca de jornal ou no mercadinho, uma herança dos velhos tempos da poupança: “de tostão em  tostão se faz um milhão”.    Dar o troco fica cada vez mais complicado e alguns comerciantes apelam para as irritantes balinhas duras feito brita ou qualquer outro sucedâneo oportunista e compulsório.

Mas,não estou aqui hoje para falar de trocados ou de miúdos.  Na verdade,há uma forma de dar o troco que não se relaciona com dinheiro.  Aliás,nada tem a ver com dinheiro em si,   mas, sim,   com a estratégia,   com a prática de uma intocável conduta comercial e de uma linha de relacionamento com o cliente que o mantenha vinculado a sua carteira de compradores regulares.  Refiro-me à ‘pós-venda’,uma etapa posterior à efetivação da venda ou à prestação do serviço que visa à fidelização  como resultado da técnica adotada para manter a clientela satisfeita e, por isso mesmo,  cativa.  Esse é ‘o troco’ que todo cliente deve fazer questão de receber na íntegra:uma boa conduta de pós-venda.  E raros são os estabelecimentos que a adotam.  A praxe é: comprou, pagou... passe bem e nem retorne, se não quiser.

volpi
"Empresário que não evolui e não segura o cliente pelo serviço qualificado, acabará assim: uma ossada em um canto qualquer do seu próprio museu".

Em minha última estada numa regiãobaiana,   entre 2 e 16 de fevereiro,  efetuei compras,  frequentei restaurantes,  pousadas,  contratei serviços,   fiz pagamentos de contas,  agendei isso ou aquilo,  enfim:  pulverizei reais.   Sempre que possível, faço pagamentos com cartões de débito ou crédito,e por isso  não posso exemplificar qualquer experiência com troco em moeda.   Mas,posso garantir que minha expectativa do troco em forma de ‘pós venda’  está absolutamente frustrada.  Nem de longe percebi – nos locais onde comprei e paguei a vista, diga-se de passagem – a mais remota preocupação com a ‘pós-venda’.   Nenhuma pergunta,nenhum gesto simpático.  Nada, absolutamente nada.   Só um imenso vazio e o mais ofensivo silêncio diante de reclamações ou perguntas pertinentes. Nada que possa remeter a um atendimento exemplar. Por exemplo:se o atendente está ocupado com uma venda,   não precisa interromper,  é evidente, mas pode cumprimentar ou acenar para o que chegar  e pedir-lhe que aguarde alguns instantes enquanto passeia  pelo mostruário ou toma um café.  Um aceno que deixará satisfeito até mesmo os mais ‘chatos’,como eu.  Entenda-se como ‘chato’o cliente exigente,  que não se importa de pagar os altos preços da temporada  mas que exige uma reciprocidade, um reconhecimento à preferência,  mesmo que essa preferência tenha sido forçada pela ausência de opções. 

Conversando em 2010 com um popular empresário do setor de móveis e bikes,notei que seus olhos se iluminaram quando falamos em pós-venda.  “É minha maior preocupação” – disse-me ele,informando até que submetera toda a equipe a um treinamento intensivo  nesse sentido.  Naquela ocasião,para mim -  enquanto treinador e palestrante motivacional -  a revelação soou como um estímulo.Respirei aliviado.  Mas,ele continua como a voz que soa no deserto nessa preocupação. Não posso afirmar, porém,que ele esteja sozinho.  Afinal,notei em alguns estabelecimentos uma mobilização consciente e madura rumo à modernização dos serviços. 

Mas, em muitos,quando até pouco tempo atrás se via dinamismo e qualidade, vê-se hoje uma indisfarçável melancolia refletida em gestos pálidos e arrastados .  Um retrocesso.  O garçom,antes quase uma formiga atômica,  hoje, uma tartaruga casmurra.  Alguns até com aquela enorme taturana na cabeça,o corte de cabelo que só fica “bem” nos endinheirados jogadores de futebol com  explicação óbvia,  nunca num prestador de serviços.  A garçonete, cujas antecessoras eram gentis e ligeirinhas,mais parece a carcereira de algum filme sobre o holocausto.  E aquele revendedorque devolve o bem consignado  parcialmente destruído?   O espaguete frio com camarõesà moda engasga-gato, a cerveja quente,  o conhaque com gelo e limão em copo americano,  o sanduíche apetitoso na foto do cardápio mas,  no prato,  um autêntico mandorová gigante  coberto de cebolas tostadas em uma calda desnecessariamente abundante.

Ah,perdão.  Eu me desviei do foco:a pós-venda  é o troco,  o melhor troco,  aquele que não pode ser substituído por balinhas indigeríveis ou sorrisos hipócritas.   Imagem se troca com serviços,diz a máxima na literatura do marketing.  O troco é uma extensão do serviço prestado,uma importante etapa na manutenção de salutares e fecundos liames comerciais.  Esse troco, sim,ficará guardado no cofrinho como lembrança de um bom negócio, de uma decisão acertada,  de uma satisfação manifesta e, enfim,  de uma atitude comercial madura e sensata.

Lá venho eu de novo falando de ATITUDE. Nunca é demais...e aproveito para cumprimentar o CDL pelos meritórios esforços de erguimento do padrão comercial local, cuja programação tem injetado na classe empresarial o salutar impulso da atualização. O bom é que alguns estão se adequando aos novos tempos. Espero ter a sorte de constatar isso, quando retornar em maio. Pois, em fevereiro,fiquei escaldado com tanta decepção. UFA,lá de cima, da janela do avião, tudo aqui em baixo é bem diferente, bem mais bonito, mais justo, mais Bahia.

Fernando Volpi
Postado 24/02/2011


Charivan - UM JOVEM EXEMPLAR

Com ‘s’é herói espacial. Com ‘c’é programa de computador. Mas, o que importa é que o ‘Charivan’de Canavieiras se tornou um exemplo de utilização do talento, de dedicação ao trabalho e à família, e ainda tem tempo para praticar a sua fé. Diariamente(exceto sábado, pois é Adventista), lá está o Charivan aplicando vinil em carros, motos, pickups e até caminhões e vans, procedentes de várias cidades vizinhas. E não apenas aplica um vinil friamente e de maneira leviana. Ele estuda o design do veículo, executa na verdade uma programação visual, detalhe por detalhe, e o resultado é um acabamento que embeleza e protege com muita arte e propriedade. Isso é o que eu chamo de talento, de identidade com o que se faz. Preparando-se para vestibular de Física e Arquitetura,esse jovem vem provar que estou certo quando afirmo que convivo com pessoas de elevada capacidade. Alguns, como o Charivan,percebem essa capacidade e a executam, tirando dela seu sustento e ainda colaborando com a família. Outros,ainda não se convenceram disso. Criei a ‘Oficina de Talentos’não apenas para garimpar e treinar pessoas com dotes especiais, mas também para convencê-los de que seus dons devem ser aplicados em benefício de uma coletividade. É o que faz Charivan, autodidata,com responsabilidade - diga-se de passagem. Qualquer dano ao veículo sob sua responsabilidade,ele assume com dignidade e não se esconde em evasivas inúteis, pois é amigo da Verdade.

Charivan

Esse profissional é ao mesmo tempo um artista. Não adesiva simplesmente:ele cria. Isso enche os olhos de pessoas como eu e tantos outros que acreditam no poder da vontade interior. Serve de exemplo para os passivos,para aqueles que não dão o primeiro passo, não aproveitam as oportunidades e ficam a maior parte do tempo criticando ou até mesmo atrapalhando gente que faz. Assim como o Charivan,conheci jovens talentosos e potencialmente criativos, mas que vêm desistindo diante de pequenos obstáculos, como a falta de recursos ou de patrocínio. Charivan não se intimidou e enfrentou o dragão com sabedoria, técnica e luz interior,e com a força que obtém de sua conduta exemplar e da sua fé.

Curvo-me diante desse rapaz, ele, que por si só,já explica porque estou por aqui. Valeu pelo fato de conhece-lo, de constatar o seu exemplo e de me gratificar com seus serviços. Charivan equilibra a mediocridade que grassa alhures em alguns setores de nossa sociedade.

Fernando Volpi
Postado 15/02/2011


BIRINDIBA – UM OPORTUNO RESGATE

Tenho publicado matérias que abordam a necessidade de se terperseverança, disciplina, formação técnica e dedicaçãopara atingir os objetivos, identificar e aperfeiçoar os talentos e coloca-los à disposição do progresso individual e coletivo. A excelência deve ser o alvo. O talento e a técnica, as bases. Mas, por que toco neste assunto de novo? O que tem a ver as novas perspectivas do Birindiba com esse preâmbulo? A resposta é óbvia: não podemos pensar em evolução, em crescimento, em propulsão rumo ao futuro e ao excelente quando esbarramos com uma eloquentee lastimável demonstração de desrespeito ao passado, de descaso com um bem público, com um patrimônio, com as pessoas e sua fé.

É o caso da Capela de N.S. de Fátima, em ruínas. Se não é bonita e cheia de rococós e góticos, é no mínimo um Templo. Seu estado de pós-guerra me sensibilizou e comecei um trabalho de motivação de moradores e empresários, católicos ou não, tendo em vista organizar um mutirão solidário para que a Capela seja restaurada e recupere a sua importância para os fiéis e a própria Diocese, bem como para o bairro do Birindiba.

A CAPELINHA DE N S DE FÁTIMA TAL COMO SE ENCONTRA HOJE,   PARA DESGOSTO DOS CATÓLICOS E SATÉ MESMO DOS MORADORES ADEPTOS DE OUTRAS CORRENTES RELIGIOSAS,  JÁ QUE AGRIDE O VISUAL DO ACONCHEGANTE BAIRRO.

Já posso afirmar, cheio de gratidão, que os primeiros resultados apareceram. Inicialmente, recebi a entusiasmada adesão do comerciante Ériston Nascimento, da Bike Shop, seguido pelo empresário Sérgio Castanheiro – eu tem uma fábrica no bairro – e pelo Sr. Magno, que mora a poucos metros da Capela e já se dispôs a cooperar, estando até recrutando novas adesões e contribuições. Um advogado de Itabuna, Dr. Davi Pedreira, com sólidas relações na Diocese, também incentiva a restauração e nos representará junto aos prelados. Muitos moradores do bairro estão eufóricos e dispostos a cooperar, como por exemplo o Manuel do Peixe, habilidoso artesão, encarregado de reunir o material (cascas de côco) para acabamento da futura grutinha artesanal com a imagem da Padroeira, a ser instalada ao lado da Capela. Alex Saporetti, do Movimento Cultural de Canavieiras,é outro entusiasta e tentará mobilizar artesãos para esse empenho aliado.

Além da Capela, o entorno poderá receber, com o tempo, benfeitorias que dêem ao local um aspecto condizente com o que os moradores desejam e merecem. A quadra esportiva, destruída por vândalos,poderá ser recuperada e voltar a funcionar, e oxalá alguns comerciantes e moradores se convençam de que precisam melhorar as fachadas e calçadas, bem como zelar pela conservação de tudo. O exemplo terá que vir de cima, das pessoas investidas de autoridade e de poder, mas também dos usuários do espaço. Poucos restauram... todos conservam e utilizam. Estamos sonhando alto demais? Claro que não. Nada é impossívelou inatingível quando várias pessoas se unem com a mesma inspiração e a mesma responsabilidade. E, sobretudo, com isenção e disciplina.

A Birindiba

O bairro que tem hoje um centro culturalde primeiro mundo, erguido por estrangeiros que adotaram esta região e a amam, bem merece ter a Capela e a pracinha restauradas, não apenas para os eventos religiosos, mas para somar e se inserir nos objetivos de inclusão social inerentes à Panzini, à Oficina de Talentos e a tantos outros movimentos e organizações, cuja presença neste município, em maior ou menor atividade, vem nos despertar de nossa própria inércia.

A intenção é realizar uma grande festa em 13 de Maio de 2012, com tudo do jeito que, conforme já disse antes, desejam. E merecem. Mas já teremos uma avant-premiereem maio próximo.

Fernando Volpi
Postado 15/02/2011



O MAIOR INIMIGO DO HOMEM

Sem dúvida alguma,o maior inimigo do homem é o medo, um sentimento que conduz ao egoísmo e a uma vida inútil de quem passa a maior parte do tempo imaginando riscos e perseguições e tendo a TV ou o ócio como únicas saídas para seus traumas e bloqueios. Ela, a telinha e sua programação medíocre e repetitiva, persuasiva e supostamente cultural – com raríssimas exceções, é claro -tem sido o hipnótico bloqueadorde atitudes.

Mas, voltemos ao medo. O primeiro passo para viver com intensidade é derrotá-lo. É fundamental aniquilar o medo para ter acesso à vida em sua plenitude,sair do sofá, daquela vidinha de quem amarrou o jegue à sombra. O medroso se alimenta como um búfalo porque tem medo da anemia. Dorme sob efeito de tarjas pretas clandestinas porque tem medo de fechar os olhos e não mais abri-los. Difama as pessoas quando elas começam a fazer sombra sobre sua tosca imagem. Mora em choça humilde porque tem medo que o julguem rico e o explorem. Delega poderes para se eximir de culpa em eventual fracasso, pois tem medo também da perda de status. Escolhe para esposa a mulher mais feia da área para evitar que a cobicem. E finge que é feliz escorando sua fragilidade numa fé débil e cega. Torna-se uma excrescência, um inútil falaz.

Para derrotar o medo é preciso conhecê-lo e admiti-lo. Sobretudo,identificar a sua origem. Em geral, o medo se origina invariavelmente no desejo de segurança, o que é uma grande tolice já que, na verdade, não existe segurança alguma em absolutamente nada. Pondere comigo: se você tem uma empresa, uma família, uma bela casa, um carro moderno e polpudo saldo bancário pode se sentir estável e seguro? No fundo, deve saber que está sujeito a perder tudo de uma hora para outra. Perder a sua família, os seus negócios e até mesmo os raros amigos. Por isso, é fundamental compreender e aceitar que a expectativa da segurança é fator gerador do medo. E que essa mesma expectativa de segurança é a forma mais eloquente de egoísmo.Prestemos atenção ao mundo: espoliado em seus recursos naturais, quase sem cor, moribundo, grande parte da humanidade faminta ou subnutrida. Mas, não pensamos nos outros, só em nosso próprio interesse. É exatamente nesse ponto que a busca de segurança infere egoísmo: ”não importa o que está acontecendo aos outros – miséria, fome, sofrimento, exclusão – contando que nós, que temos importância, nós, que somos “a única coisa de valor” possamos conservar nosso lar, nossa família, nosso poder, nosso emprego, nossa felicidade”. O cerne do sentimento de egoísmo está aí, nesse desejo imensurável de segurança e ao apego insano às coisas materiais, sentimentos capazes de implodir qualquer possibilidade de fraternidade e de justiça.

É possível superar esse medo? Claro. Acredite nisso-e o digo por experiência própria. O caminho é o do autoconhecimento. Conhecendo-se e compreendendo aquilo que está se passando no mundo que o cerca é que será capaz de se transformar e crescer. Dando valor às outras pessoas, às suas dores e sofrimentos, resgatará a sua real individualidade. Anulando o desejo mórbido de segurança egoísta, estará triunfando sobre o medo e alcançando a verdadeira paz interior, aceitando com humildade a verdade de que somos todos iguais. Nada melhor, nada pior. Apenas e divinamente iguais.

E vocênão precisa rezar tanto. Basta praticar o que reza. Afinal, se Deus ouve a oração, vê, também, a inspiração, a intenção, a atitude, a ação. Sem coerência, não há fé possível. Sem fé, vive-se no medo. E aí começa tudo de novo, como num melancólico e ridículo ‘rondó vivace’.

E... haja Deus .

Quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. I João 4.18

Fernando Volpi
Postado 10/01/2011



O HIP HOP VENCEU

Estou eufórico com a notícia, publicada no ‘Tabu’,do início das obras – enfim – da pista de Skate que certamente produzirá destacados atletas nesse esporte moderno e que já está presente em grandes torneios internacionais. Trata-se de uma prática esportivaque requer muita coordenação e preparo físico extraordinário, noção exata de tempo e de limite, de saber onde e quando voltar, recuar, avançar, imprimir maior ou menor velocidade e de posicionar o corpo na direção compatível com a inclinação. Tudo exatamente igual ao que se faz na vida,para alcançar a vitória.

Cheguei a procurar alguns jovens skatistas para reabilitar o projeto da nova pista e encontrei entre eles pessoas de inteligência privilegiada,verdadeiros artistas, como o jovem Matheus cuja voz me impressionou muito mas, infelizmente, na véspera de meu viagem ao Rio de Janeiro. Logo eu, que procurei até a exaustão alguém com um talento desse quilate,e é exatamente por pessoas assim que estou me programando para voltar a Canavieiras após o tumulto da temporada. Gosto de pesquisar talentos e atitudes firmes exatamente onde menos se espera encontrar. Não que ser skatista signifique alheamento ou ausência de valores,mas principalmente porque, quando se depara com jovens que desafiam a gravidade e correm todos os riscos para mostrar ao mundo a sua perícia, a probabilidade de emergir talentos latentes é bem maior.

Skatistas

Minha admiração pelo skate está ligada não apenas ao hip hop e ao rap – linguagem direta e de fácil intelecção para os jovens- mas principalmente no desafio que esse esporte representa, o equilíbrio sobre plataforma móvel e instável, os contornos e ângulos de difíceis manobras, o radicalismo da ousadia, a coragem e até mesmo o desabafo representado pelos movimentos arriscados desses meninos inconformados com os rumos de uma sociedade febril e materialista. São os movimentos do corpo gritando por justiça e liberdade de expressão.

A Prefeitura está de parabéns por essa iniciativa e por certo saber que a pista trará estímulos não apenas para os atletas ansiosos, mas também à economia do município, atraindo competições e fortalecendo o calendário de eventos da cidade com essa moderna e muito concorrida modalidade esportiva.

Meninos do Skate:essa conquista é massa.


Fernando Volpi
Postado 13/12/2010



UMA REFLEXÃO PARA QUEM PASSOU DOS 60

Completei 66 anos de idade e nunca fui tão feliz. Tenho ido diariamente à praia no Posto 9, em Ipanema, e ali fico conversando com meu velho amigo de juventude, Marcos César, que acaba de completar 80 verões (para ele o ano todo é um invariável verão já que mergulha todos os dias, chova ou faça sol). A idade nos deixa mais sensíveis e, pelo fato de não temer o tempo,mais felizes também. As pessoas que passam por nós no badalado calçadão entre Ipanema e o Leblon nos olham com perplexidade:abraçados, rindo escancaradamente de nossas rugas, dos sinais da idade na pele, das barrigas despencando sobre a minúscula sunga desbotada. Ficamos bom tempo sob a imensa barraca alaranjada relembrando os saudosos diasdos corpos sarados no Arpoador e das noites enfumaçadas no Toque Final, citando velhos amigos – alguns já falecidos – e sempre com um copo espumante na mão. Afinal,não estamos tão acabados assim para abolirmos a loiríssima gelaaaaaaaaaaaaaaada.

Minha conclusão é:se a pessoa tem alma de jovem, vocabulário de jovem, comportamento de jovem e só o corpo não o é, ela é mais jovem que idosa. Por outro lado, se a forma física não é mais importante do que o pensamento, a alma, os sentimentos e tudo mais que chamamos de ‘beleza interior’,somos jovens também. Está se aproximando o dia em que a beleza interior será vista primeiro que a exterior, numa espécie de raio X da experiência de vida.Mas, enquanto essa maravilhosa possibilidade não acontece,continuo filosofando com meu amigo Marcos César e imaginando situações que vão acontecer a todos nós um dia, como a morte por exemplo. Pode até parecer humor negro, mas gostaria de deixar tudo decidido para meu enterro. Afinal, já que será a ultima vez que estarei com meus amigos, é justo que eu organize do meu jeito, a começar pela roupa:jeans, camiseta branca com estampa dos Beatles, tênis All Star branco, óculos escuros e perfume Kenzo. E, é claro,um sorriso o maisnatural possível. Nem pensar naqueles algodõezinhos ridículosno nariz. Música, muita música,hits internacionais de preferência e que todos cantem e até dancem no velório, rindo, rindo muito e depois saiam para comemorar no boteco mais próximo. Se a vida é bela,a morte é ainda mais bela quando se viveu bem.

Desculpem, amigos leitores aí de Canavieiras,mas sempre que venho ao Rio acabo falando em morte. É que me vejo diante de minha própria história, do tempo desperdiçado e de outros desperdícios inconfessáveis,diante também de muitas conquistas quando tinha forças para lutar, de lutas insanas e de vitorias e perdas ainda não contabilizadas, dúvidas não pesquisadas e questões subjetivas mal resolvidas. Vejo-me no sumidouro de um espelho embaçado . Muitas vezes não reconheço aquele rosto, aquele corpo que teima em olhar para mim. Mas, apalpando-me para ver se ainda doem as partes machucadas de meuser, percebo que sou saudável e que está na hora de tomar grandes decisões. Se eu ainda tiver uns 5 ou 10 anos de vida útil, estarei no lucro. Por isso tenho quecorrer , o tempo é meu pior inimigo e descobri – talvez um pouco tarde – que tenho muita coisa a realizar não apenas aí em Canavieiras, mas em meu próprio interior, ejetando sentimentos egoístas e negativos,e revitalizando minha capacidade de viver, de compartilhar essa vida e de superar meus próprios recordes. A velhice não é o fim. Pode ser apenas o sinal para pisar no freio e seguir em frente com prudência e toda luz que a experiência puder radiar. Ser idoso não é castigo:é mérito. Vocêvai ficar aí parado ou irá colocar a mão na massa? Comece com sua própria massa. Poderá se surpreender com sua força interior.
A melhor maneira de manter a juventude é envelhecer sem remorso. E sem ócio.

Fernando Volpi
Postado 29/11/2010



ENQUANTO DESCANSA, CARREGA PEDRA


Nos bons tempos de minha juventude em Minas Gerais, entre os sábios padres Capuchinhos, eu ouvia os idosos se referirem aos trabalhadores mineiros como pessoas exemplares, porque “enquanto descansavam, carregavam pedras”. Esse é o jeitinho patusco de definir o comportamento do trabalhador, do homem criativo e ativo, da pessoa que não se contenta em ficar parado a espera do futuro ou do momento ideal para fazer isso ou aquilo. Toda hora é hora, todo tempo é tempo e cada minuto é importante no processo de evolução.

Artesao, artesanato, artes, moda, Fernando Volpi

Por exemplo: o jovem vendedor de uma loja, nos períodos de pouco movimento, pode perfeitamente estudar um idioma, colocar a matéria escolar em dia ou reorganizar as prateleiras, preenchendo seu tempo de maneira inteligente e dinâmica, ao invés de ficar em pé na porta da loja ‘fiscalizando’ o fortuito vaivém de pessoas ou jogando conversa fora ao celular empanturrado de ardilosos bônus (ou ainda tem gente que acredita em bônus?). O motorista de táxi pode tranquilamente aprimorar pelo menos o português ou até mesmo rever o sistema viário no mapa, inteirando-se das constantes mudanças, atualizando-se para melhor servir ao usuário. Ou ler um livro. Pode também estudar um idioma estrangeiro, o espanhol que seja, ao invés de só aguardar entre sonoros bocejos e pachorrentos cochilos os escassos passageiros do próximo desembarque. Por outro lado, a dona de casa também pode, nos intervalos das tarefas domésticas, plantar uma horta, um jardim, bordar, costurar e, é claro, estudar, ler, atualizar-se.

É isso que os Capuchinhos queriam dizer com o “enquanto descansam, carregam pedras”!

Tive, recentemente, uma agradável surpresa neste cenário de atonia que grassa alhures beirando as praias e as margens baianas. Entre garçons que garatujam em guardanapos enquanto esperam pelo raro freguês da baixa temporada, quando poderiam estar limpando mesas e cadeiras ou reorganizando as geladeiras; entre atendentes e recepcionistas que quase viram estátuas em seus postos de trabalho, conheci uma pessoa que não interromperia seu processo criativo nem mesmo se a temperatura caísse aos 40 graus negativos. Esse artesão, realmente, enquanto descansa, carrega pedras. Melhor dizendo: cria. Refiro-me ao Deny, expositor ali na Galeria de Arte do Porto, que em seus momentos de folga, nos longos intervalos entre os visitantes (cada vez mais raros), deixa que a inspiração coordene seus movimentos e possibilite a criação de peças de raro capricho, como essa réplica estilizada da velha jardineira dos anos 20, cujo primeiro exemplar tive o privilégio de adquirir após um eufórico êxtase. É o prazer da descoberta, realimentando minha esperança de ver esta cidade se despedir de uma vez por todas do século XX e, sobretudo, daquele falso entendimento de que na Bahia ninguém tem pressa. Essa réplica do ‘Fordinho’ serve perfeitamente para nos lembrar que o mundo só chegou a uma Ferrari porque alguém, lá atrás, deu o primeiro passo rumo à velocidade. Hoje em dia, ficar parado à espera do futuro é coisa, realmente, para calhambeque. De lerdeza, já nos basta a Internet local. E CHEGA!!!

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA
Postado 23/09/2010



DIREITO AMPUTADO


Cá estou, no Rio de Janeiro, após uma temporada de 10 meses em Canavieiras, no sul baiano, onde vinha tentando criar a Oficina de Talentos. Mas, o que era para ser uma ONG de Inclusão Social está se consolidando, na verdade, como uma central de recrutamento, seleção e treinamento de pessoas talentosas e de significativa força de vontade, E COM ALGUM TIPO DE IMPEDIMENTO. Optei por me instalar como ‘Empreendedor Individual’ devido aos entraves burocráticos , à densa rotina para abertura da ONG e às dificuldades para conseguir parceiros ou voluntários para constituição da Diretoria. Além disso, o grande (e até discutível) número de ONGs na cidade(umas moderadamente ativas, outras nem tanto) me conduziu a esta opção. Tornei-me, quase sem outra alternativa, um empreendedor individual na captação de recursos humanos para toda atividade onde o talento seja requisito fundamental.

O JOVEM TOQUINHO

Em edições anteriores,   abordei com clareza o que é talento,  o que significa ser uma pessoa talentosa, como calcar  excelência  no que se  faz.  Era preciso – eu pensava -  chamar atenção para a necessidade de treinamento nas mais variadas formas de prestação de serviços. O brio dos patrões devia se espelhar no comportamento dos empregados,  na produção,  na venda,  na apresentação.  Eu focava, sobretudo,  no direito que o consumidor tem de ser bem atendido, bem servido e até prestigiado. O direito do consumidor à plena satisfação de sua expectativa na compra de um bem ou na contratação de um serviço não lhe pode ser amputado,  em hipótese nenhuma. 

Mas,  no nosso encontro desta edição, vou aproveitar o gancho da amputação para informar que decidi, na fase embrionária  da Oficina de Talentos como empreendimento individual,  atuar no garimpo de manifestações de possíveis genialidades em pessoas que não teriam chance no cotidiano de uma cidade sem muito compromisso com a solidariedade isenta,  apesar da esmagadora maioria cristã(Devo admitir, fazendo justiça,  que há gente e  entidades  com boas intenções, as quais se perdem na própria semeadura enquanto plantadas em solo infértil). Tenho me concentrado na periferia, nos bairros fora do eixo privilegiado das duas avenidas centrais em irônica forma de cruz. Foi assim que comecei a organizar um mutirão pela revitalização do Birindiba, daquela igrejinha católica agonizante (enquanto as evangélicas florescem e surpreendem pela conservação), da praça e das quadras esportivas no  bairro que antes fervia com as festas de maio e de inverno.  Eu pretendo criar lá,  oportunidades para que jovens e adultos  desenvolvam suas potencialidades perto da residência.  O desolador quadro de abandono da capelinha e do espaço em derredor me convenceu  de que ali deve ser o meu ponto de partida, não simplesmente como um restaurador – que não o sou – mas unicamente por acreditar que ninguém pode ter talento ou fé desenvolvidos em meio ao caos e ao mau exemplo. Se esse é o panorama,  vamos transfigura-lo. O Birindiba tem uma história que precisa ser respeitada e resgatada.

O JOVEM SUFISTA TOQUINHO

Decidi também concentrar minha atenção nos casos de talento em pessoas com necessidades especiais, quando conheci  o menino ‘Toquinho”  surfando com razoável domínio da prancha,  apesar do braço mutilado  em  acidente na máquina de farinha. Um jovem estimado por uns,    discriminado por outros, sempre envolvido em polêmicas e duvidosas versões que nunca chegaram a abater a sua alegria e a   inegável força de vontade para superar o trauma da amputação. Não me refiro apenas ao braço,  mas principalmente da amputação do  seu direito à dignidade, à cidadania e a uma compensação que, se não foi condizente sob o ponto de vista legal,  acredito poder emergir satisfatoriamente do seu provável talento para o surf.  A Oficina de Talentos não poupará esforços para conduzir esse jovem aos caminhos iluminados de conquistas e vitórias, contando com apoio já garantido de empresários e outros cidadãos convictos de sua responsabilidade de ação social. E é somente por isso que, brevemente, estarei de volta. É pela adesão voluntária de poucos  que ainda acredito ser possível o garimpo de muitos.  Por que eu resolvi investir no ‘Toquinho’? Porque eu creio, sinceramente,  que algo de bom deve estar reservado para esse garoto, a despeito da indiferença e do indisfarçável  preconceito.  E por que eu quero garimpar no Birindiba?  Visitem a igrejinha,  a pracinha e a quadra esportiva e terão a resposta com o impacto de uma vergonhosa constatação  sob a marca pungente e candente  do ultraje.

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA
Postado 11/10/2010


O CASTELO DO CONDE DRÁCULA NA BAHIA


Primeiramente, e para evitar que me julguem anticristão, devo enfatizar que recebi o batismo (embora inconsciente) na Igreja Católica, recebi (compulsoriamente) a primeira comunhão, estudei conscientemente em seminário e até ganhei, aos 12 anos, o bilhete da sorte ao me tornar o acólito predileto de um dos padres, o Jefferson, único clérigo afrodescendente da comunidade, que fez de mim na adolescência o seu brinquedinho para os momentos de santa lascívia. Naquele tempo, mesmo que as crianças – como eu – fizessem a denúncia, ninguém acreditaria, até porque os pedófilos de batina tinham como proteção a sua credibilidade e a própria condição – suposta - de castos. Alguns, de santos. Demorou muito até que eu me libertasse dos traumas das cenas covardes e sodomitas que me inseriam na história da igreja, impregnada de crueldade, de ambição e de abuso a tal ponto que até o Papa se desculpou perante a humanidade, recentemente, em meio a sucessivos escândalos.

Mas, não vim aqui para acusar a igreja católica, nem para reivindicar reparação de qualquer natureza. Esse preâmbulo serve apenas para dar um pouquinho mais de força ao meu projeto pessoal de restaurar aquela capelinha do Birindiba, revitalizando toda a praça e os equipamentos de lazer no entorno. Com as lembranças que eu tenho da igreja, causa até estranheza o fato de fazer campanha pela reforma de uma. É exatamente aí que está a minha inspiração: no exercício do perdão. Afinal, os católicos e um grande contingente de padres não podem ser responsabilizados pelas atitudes insanas de alguns. A esta altura da minha vida, entendi que perdoar será o estopim que explodirá o ódio, o rancor e os bloqueios, até porque o pedófilo Pe. Jefferson já recebeu de Deus um bom castigo nos anos e anos de sofrimento com uma doença de morte lenta e dolorosa; apodreceu em vida. E não vou permitir que as lembranças apodreçam as minhas relações com a igreja ou a comunidade cristã.

Venho tentando algumas alianças para a restauração da capelinha de N. S. de Fátima porque me causa vergonha o estado em que se encontra, enquanto morador na cidade de Canavieiras e com bons amigos – e até alunos - naquele simpático bairro. Com apoio do entusiasta Ériston, da Bike Shop, afixei uma faixa para informar e motivar adesões de moradores e comerciantes do local, mas a faixa foi retirada. Custa-me acreditar que a comunidade não tenha interesse, mesmo os adeptos de outras correntes cristãs reformadas, já que a restauração melhoraria o visual naquele ponto que já vem recebendo muitas benfeitorias, como creches, centros culturais, calçamento etc.

Nada justifica aquele abandono. Nada. Exceto se a motivação for a expectativa de uma súbita vinda do Conde Drácula para a cidade que ali poderá ter o nicho ideal para o macabro repouso diurno. Essa perspectiva, aliás, não é tão fantástica ou fantasiosa assim. Afinal, pelo menos de noivas, o Drácula estará bem servido, com tanta mulher bonita no melhor estilo dos filmes sobre o famoso vampiro . Mas, se repente ele preferir alguém tão terrível como ele, cruel, sanguinário, freudiano, paranoico, injusto, egoísta e ingrato e de feiura assustadora, poderá encontrar, procurando daqui, procurando dali, talvez até mesmo dentro ou bem perto da capelinha agonizante, sem precisar ir muito longe. Sempre achei que o demônio se disfarça de carola hipócrita, como fariseus. Mas, o bom é ver a capela restaurada,   mesmo que para apenas meia dúzia de católicos pingados. Por respeito a Deus.

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA - BANCO DE TALENTOS
Postado 04/11/2010



A CAPELINHA DE N S DE FÁTIMA TAL COMO SE ENCONTRA HOJE

A CAPELINHA DE N S DE FÁTIMA TAL COMO SE ENCONTRA HOJE,   PARA DESGOSTO DOS CATÓLICOS E SATÉ MESMO DOS MORADORES ADEPTOS DE OUTRAS CORRENTES RELIGIOSAS,  JÁ QUE AGRIDE O VISUAL DO ACONCHEGANTE BAIRRO.

A CAPELINHA DE N S DE FÁTIMA TAL COMO SE ENCONTRA HOJE, PARA DESGOSTO DOS CATÓLICOS E SATÉ MESMO DOS MORADORES ADEPTOS DE OUTRAS CORRENTES RELIGIOSAS, JÁ QUE AGRIDE O VISUAL DO ACONCHEGANTE BAIRRO.

INTERIOR DA CAPELINHA

INTERIOR DA CAPELINHA

INTERIOR DA CAPELINHA, NA SALA DE AULA ANEXA, QUE BEM PODERIA ESTAR SERVINDO À COMUNIDADE PARA CURSOS DE CATEQUESE, E TAMBÉM PROFISSIONALIZANTES.

ESTADO PRECÁRIO DA ARQUIBANCADA DO QUE ERA PARA SER UMA QUADRA ESPORTIVA,  BEM EM FRENTE A UM MERCADINHO BEM POPULAR E CUJO PROPRIETÁRIO PODERÁ DAR UMA VALIOSA AJUDA.

ESTADO PRECÁRIO DA ARQUIBANCADA DO QUE ERA PARA SER UMA QUADRA ESPORTIVA, BEM EM FRENTE A UM MERCADINHO BEM POPULAR E CUJO PROPRIETÁRIO PODERÁ DAR UMA VALIOSA AJUDA.

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA - BANCO DE TALENTOS
Postado 04/11/2010



SKATISTAS


Skatistas

Foto recente no local que era prá ser a pista de skate e a quadra polivalente, de cujo complexo existe apenas a arquibancada. Os atletas Pablo Vasconcelos, Thammy e Mateus Bernardo, comigo na foto, têm esperança de ver a pista inaugurada o mais rápido possível. Não se pode ignorar que as competições de skate movimentam a cidade, trazem a energia da juventude ligada nesse esporte radical, junto com o hip hop, o rap, o rock, dando o toque da variedade e da diferença à atual overdose de axé e arrocha que já não há quem aguente. Nada contra , é claro, tudo é música. Mas é preciso variar.

Há torneios de skate que poderão incluir canavieiras no circuito. Além do skate, salta aos olhos que a juventude precisa de uma quadra polivalente para certamente apresentar alguns atletas candidatos aos jogos olímpicos de 2016.

Proponho uma mobilização pacífica e bem coordenada para sensibilizar autoridades e empresários para que a obra seja concluída, conforme orçamento já aprovado tantos anos atrás. A propósito: que fim levou a brita, a areia e outros materiais que estavam no local?

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA - BANCO DE TALENTOS
Postado 14/09/2010



OS SEIS E OS SEUS MEDOS CAPITAIS


Todos nós temos emoções. As emoções básicas são: a alegria, o afeto, o medo, a raiva e a tristeza. Muitas pessoas foram programadas na infância para não descarregar as emoções. Qualquer emoção não descarregada volta-se contra o corpo. A pessoa que está com medo pode pedir ajuda. Não há realmente nada de mal nisso. Entretanto, todo menino foi educado para ser “homem”. Homem não tem medo, não foge, não pede socorro. Por isso, seu corpo paga um alto preço. Já notou que úlceras e enfartes são mais comuns entre homens do que entre mulheres? É simples: as mulheres podem chorar, correr, pedir socorro. Se um homem está desempregado, a sua situação moral é muito pior que a da mulher desempregada.

Alegri, medo, tedio

Vamos refletir aqui sobre o medo, que é a emoção derivada do instinto de sobrevivência. Quando o indivíduo percebe algo que o ameaça, sente medo. Para viver não basta ao ser humano ter casa, comida e roupa nova. Ele não pode viver isolado, precisa de outras pessoas, necessita de gostar delas e de saber que elas gostam dele. Precisa ter coisas, ser respeitado, admirado, influir, realizar. O medo humano deriva de muitas coisas diferentes e é muito mais complexo que o medo experimentado pelos animais.

O medo prejudica a saúde, é perceptível no tom de voz, na fisionomia e na expressão corporal de um indivíduo. Prejudica o seu desempenho no trabalho, as relações interpessoais, bloqueia o caminho do sucesso. As pessoas percebem o medo alheio e se afastam do medroso ou o perseguem. É comum o medroso pensar que não pode conseguir as coisas. Quem acha que não pode, realmente não conseguirá. Mas, quais são os seis medos básicos? As pessoas têm medo da pobreza, da velhice, da crítica, de perder o amor de alguém, da doença e da morte. Como já afirmei, o medo resulta de qualquer ameaça à sobrevivência. Sobrevivência do corpo ou da imagem.

afeto

Medo da pobreza. Todo animal tem o seu território onde se sente seguro. Se o território é invadido ele agride o invasor. O animal atua fisicamente. O homem não atua fisicamente. Procura dominar pelo poder econômico. O pobre não tem poder econômico. Vive ameaçado. Quem é pobre vê sua sobrevivência em perigo, pois não come, nem veste, nem mora adequadamente. Sua imagem é ameaçada porque não pode consumir produtos que dão imagem.

Medo da velhice. A velhice leva à morte, ao desconhecido. Traz perda da aparência, queda da vitalidade, diminui a capacidade de sobreviver. Pode levar à perda das posses antes da morte.

Medo da vida

Medo da Crítica. O homem toma os bens do seu semelhante e se justifica criticando-o. Quem é criticado é “roubado” em alguma coisa: bens, prestígio, cargo, etc. As pessoas seguem a moda para não serem criticadas... Compram para evitar críticas. É comum que os pais, querendo bem educar os filhos, lhes façam muitas críticas. Nessa época o ser humano é indefeso, ainda está aprendendo e geralmente não tem como corrigir os seus erros. Sente-se pequeno, vulnerável, humilhado diante da crítica. Parece-lhe que os pais vão deixar de amá-los por causa dos seus erros. E, quando um adulto é criticado, sente-se mais ou menos como se sentia quando criança: muito mal.

Medo de perder o amor de alguém. Todos necessitam de raízes, estar ligados a outras pessoas. Receber atenção é uma necessidade vital. O bebê pode sentir-se insuficientemente amado. Grava uma sensação de perda, sente-se carente. Quando adulto, receará não ser amado ou perder um amor.

Amor

Medo da doença. Estar doente pode significar pobreza, enfraquecimento, perda da capacidade de ganhar a vida, perda de poder, da capacidade de ser amado. Doença pode levar à morte. Doença é consumir menos, diminuir a imagem. Por outro lado, algumas pessoas usam a doença para ter poder sobre outras. Quem não consegue amor pode obter piedade. A doença pode justificar fracassos e diminuir as críticas.

Medo da morte. Se nós fomos dotados do instinto de sobrevivência, é natural que não queiramos morrer. Junte a isso outros fatores como o medo do inferno, do desconhecido, de ficar sem as posses ou dos herdeiros malbaratarem o patrimônio.

Tristeza

Agora, pense em quais são os seus medos capitais. Pegue uma folha de papel e descreva-os resumidamente e dê, a cada um, uma nota. Pesquise a origem de cada medo, , relembrando a infância, a juventude. Precisa realmente continuar com esse medo? Pode diminuir ou acabar com ele? O que você deve fazer de concreto para eliminar essa desvantagem?

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA - BANCO DE TALENTOS
Postado 30/08/2010



FAIXA DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA DE REVITALIZAÇÃO DO BAIRRO BIRINDIBA


FERNANDO VOLPI - INFORMA ÀS PESSOAS DISPOSTAS A COOPERAR, QUE SÓ SERÃO ACEITAS CONTRIBUIÇÕES EM MATERIAL DE CONSTRUÇÃO OU DE ACABAMENTO, MUDAS, UTENSÍLIOS, FERRAMENTAS, ETC. NÃO É PERMITIDO CONTRIBUIR COM QUALQUER VALOR EM DINHEIRO. SÓ EM MATERIAL E MUITA BOA VONTADE. ESTAMOS RECEBENDO MUDAS PARA PLANTAR NO ENTORNO DA CAPELINHA.

Bike Shop

Fernando Volpi na Binridiba

CAPELINHA DE N.S. DE FÁTIMA

birindiba

Faixa de lançamento da campanha de revitalização do Bairro Birindiba, da capelinha de n.s. de Fátima e da pracinha com a quadra esportiva. Essa campanha é uma idéia do produtor de eventos Fernando Volpi, acreditando interpretar a vontade dos moradores, sensibilizado diante do abandono do local. Alguns empresários já aderiram a esse movimento pacífico e solidário, como o Sr. Ériston, da BIKE SHOP, alguns moradores entusiastas como o magno e muitos outros que serão citados no decorrer do mutirão. Segundo Fernando Volpi, essa restauração é também uma homenagem póstuma ao empreendedor Paulo Augusto Castanheiro, já falecido, que instalalou naquele bairro uma fábrica de vassouras e sempre desejou para esta cidade melhores condições de vida. Quem comanda a fábrica atualmente é o filho, Sergio Castanheiro, também entusiasta da idéia de revitalizar a capelinha e o bairro.

Na outra foto se constata o estado lastimável em que se encontra a Capela de N. S. De Fátima. O objetivo dos moradores é promover em 13 de maio de 2011 uma grande festa da padroeira, no local pelo menos com a restauração já bem adiantada.

FERNANDO VOLPI - PRODUTOR DE EVENTOS MUSICAIS E DE MODA - BANCO DE TALENTOS
Postado 26/08/2010



CRIATIVIDADE, INICIATIVA E SENSO DE OPORTUNIDADE


Sempre tenho dito  que  iniciativa  é a alavanca de todo e qualquer empreendimento vitorioso,  aliada é claro à criatividade, ao planejamento  e  a um bom senso de oportunidade.   Numa região onde não se está acostumado a grandes saltos,  é gratificante esbarrar em alguns inspirados exemplos de decisão e de coragem  que refletem exatamente o argumento inicial deste parágrafo.

Foi o que aconteceu comigo, hoje de manhã,  enquanto me deliciava com o relaxante visual do Sitio Histórico,  tomando minha Antártica no Cantinho da  Zezé,  sem dúvida o marco zero da gastronomia desta cidade.   Tive minha atenção voltada para um velho e pachorrento Mercedes D-608 azul escancarando anúncio de legumes, verduras e frutas diretamente ao consumidor, porta a porta.  Tudo fresquinho e embalado cuidadosamente na porção exata para o preparo diário.  Até aí, tudo bem.  Nada extraordinário.   Mas,  convenhamos que é muito confortável e conveniente para a dona de casa ter na frente da sua casa um ‘Sacolão’  móvel, itinerante,  na maioria das vezes chegando na hora exata de uma necessidade urgente e evitando o deslocamento penoso e demorado até a loja  mais próxima.  Seu único trabalho é abrir o portão e escolher os produtos.   Realmente, o varejão móvel  é só o que faltava.

Fernando Volpi

O autor da proeza é meu amigo Ivonildo, experiente caminhoneiro que agora envereda também no varejo a domicílio, para preencher sua capacidade ociosa de trabalho e propiciar melhores condições de vida para a família.  Seus 2 filhos adolescentes o ajudam nas folgas escolares, numa exemplar demonstração de unidade no lar e no trabalho solidário.

Pensemos bem sobre a maravilha da iniciativa:  contra todas as expectativas,  podemos encontrar caminhos alternativos em qualquer área, comprovando que quando uma pessoa tem uma responsabilidade e um objetivo,  os obstáculos, as dificuldades, as carências e até mesmo eventual e involuntário ócio podem, sim, ser superados.  Basta querer e não esperar que o ‘milagre’ caia do céu, o velho hábito nocivo e acomodado de deixar tudo nas mãos de Deus.

O mal das pessoas é pensar que Deus tem costas largas  e os alforjes empanturrados de benesses onipotentes.  Tem? Claro que tem, mas  não é bem assim.  É preciso ousar e confiar primeiro em sua própria inteligência -  que já é um dom divino -  e  em seu próprio esforço.  Depois disso,  Deus dá uma forcinha, de leve, como quem não quer nada... mas querendo.   

Fernando Volpi
Postado 05/08/2010



BELMONTE A CANAVIEIRAS: PRIMEIRO TRECHO QUASE PRONTO


Já está praticamente pronto o primeiro trecho da estrada de Belmonte a Canavieiras. Abnegados operários abrem caminho em áreas desmatadas e manguezais , traçando uma linha reta até o rio Jequitinhonha.

Com autorização dos responsáveis pela empreitada e exclusivamente para informar aos moradores dos dois municípios, percorri os cerca de 13 km recentemente e constatei a qualidade dos trabalhos executados por uma equipe entusiasmada e motivada pela certeza de estar inserida numa obra esperada há anos pela população. O trecho proporciona um visual incrível e com poucas curvas. Uma pequena ponte está quase concluída na altura da Lagoa da Conceição, faltando apenas o acabamento das cabeceiras.

Estrada Canavieiras a Belmonte

Posições políticas à parte, às quais na verdade não ligo a mínima, acredito que as máquinas atravessarão o Jequitinhonha e avançarão gradualmente e dentro do cronograma estabelecido, e também acredito que brevemente estaremos ouvindo os pesados tratores roncando bem perto daqui.

Não se trata de sair trator de lá e sair trator daqui. Essa obra não é uma procissão do encontro com andores e fogos de artifício. Ela é, sobretudo, o resultado de um planejamento exequível segundo o orçamento publicado, pelas autoridades constituídas, como disponível, bem como a concretização de uma velha expectativa de gente simples, dos moradores da zona rural, dos moradores urbanos, dos empresários, dos comerciantes, dos clérigos e missionários, de viajantes, de turistas, de ricos e de pobres, pois hoje em dia encurtar distância e reduzir custos não se encaixam em mumunhas políticas ou em privilégios sociais com a mesma propriedade como se ajustam à sobrevivência e ao progresso, de e para todos.

Belmonte via Canavieiras
Fernando Volpi
Postado 28/07/2010


PILOTO JORGE QUE COM PERÍCIA EVITOU QUE A HÉLICE SE SOLTASSE

Piloteiro

O PILOTO JORGE QUE COM PERÍCIA EVITOU QUE A HÉLICE SE SOLTASSE E CONDUZIU, NO TRECHO ASSOREADO E NA MARÉ BAIXA, O BARCO ATÉ PROFUNDIDADE COMPATÍVEL PARA RELIGAR O MOTOR, MESMO COM A HÉLICE FIXADA COM UM 'QUEBRA-GALHO'. APESAR DESSES INDICENTES, A VIAGEM DE LANCHA PARA BELMONTE É DESLUMBRANTE.

Fernando Volpi
Postado 28/07/2010



RODOVIA x HIDROVIA


Tenho utilizado, com razoável satisfação, dos importantes serviços de transporte fluvial no amalgamado trecho de Canavieiras a Belmonte, quase sempre compartilhando a lancha com outros usuários (o que torna a viagem mais demorada) e algumas vezes fretando o barco com exclusividade, dependendo da pressa e do horário,  pois com apenas um passageiro o motor injeta  mais velocidade.   O percurso tem momentos de indescritível beleza. Aquela aproximação com a natureza, as reentrâncias   quase sinistras dos manguezais, a precisão  dos  pássaros no ziguezague e no mergulho  certeiro da pescaria diária e insaciável, a variedade da fauna e do verde beirando os igarapés e as histórias de cada passageiro compondo uma espontânea   crônica do cotidiano simples e ingênuo,   tudo isso faz a viagem parecer mais rápida e gera  uma inefável  sensação de paz.

Nem mesmo os eventuais transtornos gerados pela ‘maré baixa’  ou pelas colisões  da hélice no leito assoreado  com  obstáculos imperceptíveis,  nem a chuva ou o vento forte na travessia da Barra,  nada disso interfere no prazer da viagem e no humor do condutor e dos usuários.  

Mas, há uma expectativa um tanto pessimista quanto ao futuro desse transporte após a inauguração do trecho rodoviário entre as duas cidades.  A estrada, que já beira o Jequitinhonha de lá para cá,  deverá ser inaugurada,  ainda com o leito de terra,  dentro  de um ano, pouco menos, pouco mais.  Visitei as obras recentemente,  autorizado pelo Gerente de Operações da empreiteira para uma reportagem a ser publicada em Agosto no jornal “TABU”, e constatei o avanço e o traçado bem planejado,  retas que parecem infinitas.     Se,  de um lado,  essa estrada irá incrementar o fluxo de turistas (a maioria em trânsito, supõe-se), agilizando ainda o transporte de carga e de passageiros,  ela também  extirpará de Canavieiras o constrangedor e nocivo rótulo de ‘final de linha”, e talvez resulte na retomada do farto  calendário baiano de festas que faz girar a economia, em menor  ou maior escala. 

Todavia, na minha opinião e na de todas as pessoas sensíveis  ao óbvio,  o transporte hidroviário continuará sendo o vínculo mais coerente do povo com a sua própria história, com suas raízes,   assim como já é o mais identificado com as suas expectativas e conveniências,  enquanto ribeirinho.  Mas, transporte à  parte,  o que deve ser levado em alta conta é que,  aos turistas que aqui virão motivados pela nova estrada,  estarão sempre disponíveis  ali, no cais,  as lanchas e seus simpáticos condutores para conduzi-los aos mágicos contornos da bacia  que beira o oceano, aos quais rodovia nenhuma daria acesso. E nunca dará.  Porque ali, no sagrado e misterioso labirinto fluvial, a prioridade, o direito e a vez serão sempre do motor de popa, embora alguns melhoramentos – diga-se de passagem -  já se façam necessários para que mereçam esse privilégio de navegar no paraíso com segurança e serenidade, passando aos passageiros a sensação de estar em boas mãos, o que, infelizmente, vez ou outra não acontece.  Afinal, de ‘sufoco’  o visitante já estará bem servido com os buracos da estrada.

Fernando Volpi
Postado 28/07/2010



Hidrovia

MESMO QUANDO VOU A PORTO SEGURO, EUNAPOLIS ETC, PREFIRO EMBARCAR A MOTO NA LANCHA E SEGUIR DE BELMONTE EM DIANTE TRANQUILAMENTE POR UMA ESTRADA COM POUCO MOVIMENTO E EXCELENTE TRAÇADO.   APENAS ALGUNS BURACOS EXIGEM  MAIOR CUIDADO, MAS O VISUAL VALE A PENA.  E A LANCHA POUPA MUITOS QUILÔMETROS E RISCOS.   UTILIZO  E   RECOMENDO.

Fernando Volpi
Postado 28/07/2010



TRECHO JÁ COMPACTADO DA FUTURA ESTRADA BELMONTE-CANAVIEIRAS


Passeio para Porto Seguro

TRECHO JÁ COMPACTADO DA FUTURA ESTRADA BELMONTE-CANAVIEIRAS, QUE JÁ CHEGOU AO JEQUITINHONHA, APÓS CERCA DE 13 Km DE RETAS BEM PROJETADAS. SERÁ UM LINDO PERCURSO, UM CONVITE À VIAGEM., MAS NÃO TIRARÁ A BELEZA E AS VANTAGENS DA HIDROVIA.

Fernando Volpi
Postado 28/07/2010



RESTAURANDO UM DIREITO DO BIRINDIBA


Quem passa no que sobrou da Capela de N. S. de Fátima e no entorno que antes era bem cuidado e frequentado pela comunidade,  tem a impressão de estar inserido em um documentário sobre o terremoto no Chile.  Mas, o abalo ali não foi sísmico.   Foi, na verdade,   causado pelo descaso e – atrevo-me a dizer -  pelo desrespeito à história,  ao dinheiro público   e aos próprios moradores.  Ano após ano,   tudo ali veio abaixo.   O que era para ser preservado foi friamente esquecido,  e não há pior desgaste para um bairro ou para um bem público do que aquele gerado pelo esquecimento.  Erguer e inaugurar com  pompas e fanfarras não basta.   É preciso conservar e dar utilidade  ou finalidade social  ao equipamento  público.

Desde minha primeira visita à capela da Virgem de Fátima,  a convite de um  primo empresário local  – católico roxo -   fui invadido por uma vontade imensurável e, pelo visto,  inesgotável  de ver tudo aquilo restaurado.  Enviei cartas para o então vigário,  para o atual vigário,  para a Diocese e para o diabo a quatro,    para a Prefeitura,  emails para a imprensa e cópias para alguns setores da sociedade.   Como nenhuma resposta me foi dirigida, prefiro acreditar que ocorreu um extravio geral ,   que tudo foi tragado no sumidouro do acaso.

É de se entender.   Afinal,  numa cidade de esmagadora e explicável  maioria evangélica reformada (não apenas na classe trabalhadora mas também na patronal),   seria até pretensão minha conseguir apoio na iniciativa privada para a recuperação de uma capelinha católica e do espaço em derredor.  Porém ,  é importante enfatizar que  essas benfeitorias não atingiriam  apenas os católicos,  mas também   toda a comunidade,  evangélicos, espíritas, umbandistas e  a tradicional  legião de devoção miscigenada  que  caracteriza o surpreendente  sincretismo religioso baiano.  Os jovens teriam espaço para atividades culturais e esportivas,  a sala de aula anexa à capelinha abrigaria cursos profissionalizantes e teria outras aplicações para o bem comum,  o local estaria iluminado com a vida que lhe está sendo negada, talvez até inconscientemente (é possível).

Não vai aqui nenhum protesto. Não estou criticando  ninguém, seja da situação, seja da oposição.  Até concordo que a periferia vem recebendo farta atenção das autoridades e de empreendedores particulares, saia corrente, entre corrente.   Só não vê isso quem é cego.   Mas, como o pior cego é aquele que não quer ver,  lanço aqui a idéia de uma campanha solidária  pela recuperação do Birindiba,  não em nome de Deus, de santos, de instituições religiosas essa ou aquela ou de qualquer corrente ideológica, mas unicamente em nome do que eu vejo,  do que muita gente vê, do que o povo e o poder por ele instituído vêem: uma capelinha agonizante, uma praça entregue ao Deus dará.    Basta sair do ver  para o fazer.  Acima de tudo, porque não estamos numa terra de cegos na qual quem tenha um olho será o rei.   Até porque de “reis”  a Bahia já está de saco cheio.

Fernando Volpi
Postado 13/07/2010


FERNANDO VOLPI GARIMPANDO NA PERIFERIA


 ESCOLA S. CRISPIM,  NO JACARÁ

ESCOLA S. CRISPIM, NO JACARÉ,  A UMA HORA DE LANCHA, VENDO-SE O ABNEGADO PROFESSOR ALBÉRICO E ALGUNS DOS ALUNOS QUE JÁ RECEBERAM BOLAS E CORDAS DE PULAR, PARA A RECREAÇÃO COM EXERCÍCIOS AERÓBICOS E ATIVIDADES ESPORTIVAS. NO SEGUNDO SEMESTRE IREI SEMANALMENTE PARA ME APROXIMAR MAIS DOS ALUNOS E DE SEUS PAIS. A SIMPÁTICA SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO, PROFª GENITA, JÁ ME AUTORIZOU VERBALMENTE E SE COLOCOU A DISPOSIÇÃO PARA COOPERAR COM O QUE LHE FOR POSSÍVEL E PERMITIDO.

Fernando Volpi
Postado 13/07/2010



PRECÁRIA PONTE, QUE JÁ ESTÁ SENDO TOTALMENTE RECONSTRUÍDA PELO APOIADOR SR. JOEL

A PRECÁRIA PONTE, QUE JÁ ESTÁ SENDO TOTALMENTE RECONSTRUÍDA PELO APOIADOR SR. JOEL, COM TOTAL APOIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO,  E QUE EM BREVE POSSIBILITARÁ QUE O PROFESSOR ALBÉRICO UTILIZE SUA MOTO PARA ATINGIR A OUTRA ESCOLA COM MAIOR RAPIDEZ, RESULTANDO EM MAIOR TEMPO PARA O ENSINO. E OS ALUNOS PODERÃO TAMBÉM SE DEDICAR MAIS À GINÁSTICA, NO RECREIO OU APÓS O PERÍODO REGULAR DE AULAS.

Fernando Volpi
Postado 13/07/2010




A CAPELINHA DE N.S. DE FÁTIMA

A CAPELINHA DE N.S. DE FÁTIMA , NO BIRINDIBA, QUE DEVERÁ EM BREVE SER RESTAURADA. OS CONTATOS  ESTÃO SENDO REFEITOS. O OBJETIVO É REVITALIZAR AQUELE BAIRRO, A PRACINHA NO ENTORNO E AS QUADRAS ESPORTIVAS, RESGASTANDO A BOA IMAGEM QUE SEMPRE TEVE NOS VELHOS TEMPOS. ESPERAMOS PODER REINAUGURAR PARA A FESTA DE 13 DE MAIO DO ANO QUE VEM. A REVITALIZAÇÃO DA SALA DE AULA ATRÁS DA CAPELINHA TAMBÉM ESTÁ NOS PLANOS DE FERNANDO VOLPI, QUE PROCURARÁ COOPERAÇÃO NA INICIATIVA PRIVADA E NA DIOCESE, E,  EVIDENTEMENTE, NA PREFEITURA.

Fernando Volpi
Postado 13/07/2010


Fernando Volpi

Tel: (73) 9924-4243

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E-mail: oficinadetalentos.atitude@hotmail.com

 

Num mercado cada vez mais competitivo e de consumidores exigentes e informados, não basta ser bom. É preciso ser excelente, dar ao produto ou ao serviço o toque de qualidade que estabeleça a diferença. Ou seja: a excelência.

Esse mesmo adjetivo é dirigido, nem sempre com justiça ou merecimento, a algumas autoridades. Mas, não pode haver aplicação mais adequada do que às pessoas que se destacam em suas atividades, aos profissionais que se concentram na qualidade na mesma proporção que planejam seus lucros.

Conheci em algumas cidades do emergente sul baiano (inclusive a nossa) organizações comerciais – poucas, é verdade – que primam pela excelência e isso me encheu de entusiasmo e de esperança. Afinal, nem tudo está perdido. Vi lojas com vendedores educados e treinados, farmácias com atendentes prudentes e informados, restaurantes em cuja cozinha o comando é do proprietário, mercados e mercearias com exposição organizada dos produtos. Mas, na maioria, tive vontade de pegar a primeira nave para marte: desordem, desinformação, ausência de higiene e de qualquer vínculo com a qualidade, descaso com clientes e até irresponsabilidade. Isso é o oposto da excelência, o caminho mais direto para o prejuízo e a falência.

Mas, pior que quebrar é perder a imagem. Essa, sim, é irrecuperável e de nada adianta o apelo ‘sob nova direção’. Aquela marca ou aquele estabelecimento estarão irremediavelmente consumidos por sua própria e cáustica incompetência. Muitas vezes, até o ‘ponto’ fica estereotipado.

Eu afirmei, em edições anteriores, que o homem bem treinado é como um dínamo, produz energia suficiente para manter a empresa sempre iluminada. O consumidor percebe essa luz logo ao entrar, no sorriso, na atenção nunca interrompida, na apresentação do produto, na clareza das sinalizações internas. Já tive chance de constatar vendedores que interromperam o atendimento para usar o celular ou para responder a terceiros sobre preços e estoques. Já vi também vendedores e garçóns com roupas sujas, surradas ou suadas. Banheiros?  nem pensar.  Navegar na internet?  quase um suicídio.

Quando digo que é preciso ser excelente, reafirmo velhas definições de eficiência e eficácia, de fazer certo as coisas adequadas. E completo: da maneira mais atualizada possível. Quem não se atualiza, estaciona. Estacionado, emperra.

Proponho uma mobilização geral em canavieiras, a otimização dos serviços pelo treinamento do pessoal empregado, pelo reconhecimento da mão-de-obra qualificada e, sobretudo, pela aplicação coerente dos talentos individuais identificados e postos em prática.

Empresário talentoso, empresa vitoriosa.
Empregado talentoso, treinado e motivado...excelência garantida.

(Fernando Volpi está instalado em Canavieiras com a ONG ‘Oficina de Talentos’,sem fins lucrativos, voltada ao garimpo e desenvolvimento de toda manifestação de talento nas artes, nos esportes e na prestação de serviços)

Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 18/06/2010

GARIMPEIRO DE TALENTOS


Convive conosco desde início de dezembro o veterano produtor de eventos Fernando Volpi, a convite do seu primeiro, Sérgio Castanheiro, respeitado empresário local. Carioca, 65 anos, ele se define como um garimpeiro de tendências artísticas e quer instalar aqui a ONG Oficina de Talentos, com o objetivo de descobrir, desenvolver, aperfeiçoar e encaminhar ao mercado toda manifestação de arte que puder encontrar. Já desenvolveu esse trabalho voluntário em plena Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, com surpreendentes resultados.

Garimpeiro de talentos

Fernando Volpi na AAFBB-Rio com o cantor Carlos Cristiano, deficiente físico e eleito em 2008 o melhor couver de Roberto Carlos no Caldeirão do Huck e no Faustão

Embora tenha vindo a Canavieiras para "descansar e se recuperar da estafa", não pretende ficar parado. Já identificou inúmeras manifestações artísticas de boa qualidade, como por exemplo o vocalista de uma banda pop local cuja voz "é de incomum precisão e de elevado padrão sonoro" - afirma com entusiasmo, precisando apenas de ajustes técnicos. Músico e arranjador formado pelo Conservatório Brasileiro de Música e pós-graduado em Musicoterapia, não se limitará ao seu campo específico. Impressionado com a beleza da juventude baiana "de um moreno fulminante", dará treinamento de expressão corporal e facial, atitude e auto-produção aos que apresentarem talento para o mercado publicitário.

A ONG treinará também costureiras, esteticistas, cabeleireiros e maquiadores, atendentes do comércio, restaurantes e lanchonetes, pois defende que é preciso talento também para a prestação de serviços, como garantia de qualidade. "O homem treinado opera maravilhas em seu ambiente de trabalho e projeta a empresa a níveis mais elevados de aceitação do público e de produção" - enfatiza. E completa: "Os empresários devem procurar motivar e treinar seus funcionários locais, transformando-os em eficientes colaboradores pela cooperação consciente e responsável, ao invés de trazer pessoas de fora para fazer o que alguém aqui, bem treinando e motivado, certamente faria até melhor. Afinal, não é justo que as poucas ofertas de trabalho sejam absorvidas por profissionais forasteiros ou nômades, quando na cidade há pessoas competentes esperando pela chance de provar isso. Empresário iluminado é aquele que investe em sua equipe, estabelecendo uma parceria aliada nos bons resultados e não uma concorrência interna e nociva por esses mesmo resultados" - encerra com gestos de indignação.

Fernando Volpi com Tiaguinho

Fernando Volpi com Tiaguinho, ex-morador de rua e hoje requisitado percussionista "free lance" no Rio e em São Paulo, vivendo com dignidade do seu talento bem treinado

Conclui-se portanto que o Fernando Volpi quer arrancar de dentro das pessoas todo o potencial que possuem, patrões e empregados, convencendo-os de que são os responsáveis pelo próprio desenvolvimento e pelo aprimoramento do talento que sempre possuíram e que, até aquele momento, não acreditava nisso. Não se deve ter calma porque se está na Bahia. É uma questão de ter pressa, exatamente porque se está na Bahia, para mudar o cenário de aparente - e felizmente só aparente - acomodação no "deixar como está para ver como fica". Garimpar, medir, pesar, lapidar, dar forma, treinar e valorizar o indivíduo numa dinâmica multidimensional como uma missão de vida. Essa é a finalidade da futura Oficina de Talentos e esse é o Fernando Volpi, que dará ainda atenção específica aos da Terceira Idade e aos portadores de necessidades especiais, mas isso será assunto de nossa próxima reportagem.

Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 28/06/2010


GARIMPEIRO DE TALENTOS
(SEGUNDA PARTE)

 

Na edição da segunda quinzena de janeiro (pág.8), fernando volpi falou da criação da ong ‘oficina de talentos’ e da importância da qualificação da mão-de-obra nos vários segmentos da prestação de serviços, segundo o talento de cada um.

Hoje, ele nos fala de seus projetos para os da terceira idade e para os portadores de necessidades especiais. “acredito que tanto os idosos quanto os deficientes podem prestar relevantes serviços, aplicando seus carismas em favor do bem comum. Recentemente, por exemplo, conheci em belmonte a simpática d. Rosa (foto), habilidosa artesã que produz peças belissimas com piaçava e fios de palha da costa, em seus ativos, altivos e energizados 75 anos. Eis aí um exemplo de que não há idade nem limite para a inspiração e para a criação. Vou divulgar a arte da d. Rosa na internet e junto aos comerciantes do setor”, promete.

No rio, dedicava-se aos idosos portadores de alzheimer, com uma terapia ocupacional coadjuvante, mantendo o cérebro atuando exatamente no que o idoso mais apreciava, ou seja, suas aptidões, preferências, tendências etc, anteriores á doença. Mas, também dava atenção aos jovens com necessidades especiais, aos deficientes fisicos ou visuais, desenvolvendo seus respectivos talentos e habilitando-os a uma vida normal, ativa e produtiva. – “sou produtor de eventos, como sabem, e meu melhor cantor no rio é cego, mas talentoso o suficiente para apresentações nos melhores clubes da cidade, sempre muito aplaudido”. E completa: “outra cantora, luciana motta (foto), que teve paralisia infantil, se tornou uma adulta decidida e perseverante na sua arte, nunca faltava aos ensaios nem se atrasava, e hoje é disputada pelos grandes clubes do rio”, diz com indisfarçável orgulho.

“minha garimpagem ocorre na periferia, junto aos excluídos, cavando e abrindo oportunidades para pessoas talentosas. Todo talento é dádiva divina ainda na gestação, mas nem sempre as circunstâncias favorecem o desabrochar do carisma. A grande maioria só é percebida tarde demais. Por isso, corro e tento chegar a tempo de evitar o desperdício do talento. Muitas vezes, esbarro em dificuldades quando algumas pessoas se negam a aceitar sua própria genialidade, por modéstia ou por acomodação, por insegurança ou por principios religiosos radicais ou equivocados”.

Fernando volpi quer dar ao idoso a chance de provar a si mesmo que ainda pode criar, mostrar ao deficiente que suas habilidades não lhe foram subtraídas ou amputadas, que existe dentro deles uma luz abundante que só mesmo eles poderão acionar e projetar. “valorizando a autoestima, estou dando ao homem a chave de sua própria ignição. Mas, não produzo milagres: produzo atitudes”, encerra.

Segundo volpi, a “oficina de talentos” estenderá a garimpagem ao segmento gospel, na tentativa de localizar, treinar, desenvolver e lançar compositores e músicos evangelicos, tendo em vista a produção de um cd que resgate o respeitoso modo de adoração, “lacuna flagrantemente aberta em algumas denominações”, salienta. E pondera: “a música religiosa não precisa ser piedosa a ponto de dar sono, mas não precisa ser tão farta em pedais de distorção, baterias e metais, nem gritos imitando roqueiros. Quero treinar músicos que toquem e cantem para deus em primeirissimo lugar, com o máximo e devido respeito à divindade, arrastando a legião de homens sensibilizados, tangidos pela emoção real e pela fé, mas nunca pela persuasão ou pelo encantamento efêmero do impacto sonoro deslumbrante”.

E conclui: “o ser humano é como um gigantesco cristal de quartzo. Se deixar passar a luz, projetará radiantes cores geradas em seu interior. Essa energia é exatamente a intensidade do talento de cada um. Não há pessoas mediocres. Há atitudes mediocres. E é aí que eu entro para modificar o quadro.”

Fernando volpi informa, ainda, que está em contatos diários com a ong internacional ‘médicos sem fronteiras” – premio nobel da paz 1999 – tendo em vista atrair para a nossa região os meritórios e imprescindiveis serviços desses voluntários pela saúde dos excluídos. Mas, isso é assunto para uma proxima matéria.

Fernando Volpi
Postado 18/06/2010

 

A maioria das pessoas chega à maturidade sem saber ao certo o que fez de positivo até atingi-la. É como se a evolução fosse apenas um resultado natural, uma consequencia de cunho meramente cronológico. Sem noção do que fizeram de certo ou de errado, afirmam passivamente: “o tempo dirá’.

Homem realizado é aquele que teve atitude nos cruciais momentos de decisão. Atitude, aliás, é um movimento dinâmico, preciso, objetivo e até mesmo inspirado. Mas, apesar de objetivo, tem origem no subjetivo, no que podemos chamar de força interior que, na verdade, todo ser humano possui. Alguns descobrem bem cedo os beneficios da atitude na hora certa, da iniciativa arrojada, outros só percebem que ‘dormiram de touca’ quando olham para trás e lamentam o tempo desperdiçado, as oportunidades perdidas.

Mas, podemos também estender o sentido da palavra atitude como uma manifestação da personalidade, um valor intrínseco de quem sabe o que quer. Na juventude, isso se torna crucial. No homem maduro, imprescindível. Aprendemos a ter e a administrar atitudes na juventude para nos tornarmos adultos decididos e atuantes, mesmo na terceira idade. Um idoso de atitude jamais se conformará em jogar milho aos pombos pelo resto da sua vida ou a ficar de olho na tv triturando pipoca e velhas lembranças. Ociosidade não vigora próximo da atitude.

Ter atitude é saber o que fazer e como fazer, é perguntar se não souber, é informar-se, é agarrar-se a cada chance, abrir portas e janelas e ver sempre algo novo na mesma paisagem do cotidiano ou até na paisagem devastada, na qual descubra uma flor macia e nova brotada de alguma raiz poupada entre os destroços.

Ter atitude é nunca ficar de braços cruzados diante do impedimento, nem parado no cruzamento duvidoso. É tomar a decisão e assumir o risco da escolha, dar passos firmes na direção de sua própria opção. É confiar mais em suas proprias potencialidades. Poderes que são imensuráveis, diga-se de passagem. MAS SÓ QUANDO SE TEM A-TI-TU-DE.

Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 18/06/2010

VOLPI COM SRA. MARIA HELENA, 84 ANOS

VOLPI COM SRA. MARIA HELENA, 84 ANOS, QUE É UM EXEMPLO DE ATITUDE QUE NÃO ACEITA E ATÉ SUPERA AS IMPOSIÇÕES DA IDADE. ATRAVÉS DA MÚSICA, MANTÉM ESSE SORRISO CONTAGIANTE E ESTÁ SEMPRE PRESENTE AOS EVENTOS, CANTANDO OU SIMPLESMENTE APLAUDINDO. ADORA CANTAR SAMBA.


VOLPI COM O CANTOR CARLOS CRISTIANO

VOLPI COM O CANTOR CARLOS CRISTIANO, DO RIO, ELEITO NO CALDEIRÃO DO HUCK O MELHOR COVER DO ROBERTO CARLOS. EXEMPLO DE SUPERAÇÃO, TENDO VENCIDO A MISÉRIA, A DEFICIÊNCIA FÍSICA E AS DIFICULDADES DE UMA INFÂNCIA CHEIA DE RISCOS. FAZ UMA MÉDIA DE 20 SHOWS POR MÊS EM TODO O BRASIL.


VOLPI COM O PERCUSSIONISTA 'FREE LANCE'   THIAGO

VOLPI COM O PERCUSSIONISTA 'FREE LANCE' THIAGO, DA BAIXADA FLUMINENSE, CRIADO NA POBREZA E A BEIRA DA DELINQUENCIA, HOJE UM DOS MAIS DISPUTADOS MÚSICOS NAS NOITES CARIOCAS, UM HOMEM DE BEM, PAI DE UMA LINDA MENINA. JÁ TOCOU COM SORRISO MAROTO, ALCIONE, NEGUINHO DA BEIJA FLOR, MARTIN'ALIA, DIOGO NOGUEIRA, ZÉ DA VELHA E MUITOS OUTROS ARTISTAS.


VOLPI COM SRA. NELY REGO, DO RIO,  DOENTE DE ALZHEIMER

VOLPI COM SRA. NELY REGO, DO RIO, DOENTE DE ALZHEIMER, QUE ATRAVÉS DA MUSICA REATARDOU O AVANÇO DO MAL E TRANSMITIA MUITA PAZ E LUCIDEZ. "É UMA DE MINHAS MAIS APLICADAS ALUNAS, MESMO COM ALZHEIMER", ENFATIZA COM ENTUSIASMO O FERNANDO VOLPI.




DÉBORA MORENO

A estudante Débora Moreno, moradora do morro do estado, em Niterói, estudiosa e dedicada ao trabalho e à familia, um dos xodós do fernando volpi que dela recebeu a homenagem da poesia abaixo. É um dos bons resultados da ação social do SESC rio, no SESC Niterói. Um diamante garimpado nos monturos de um local tido como perigoso mas que esconde, como ela, verdadeiras raridades de talento, beleza e força de vontade. Na maioria das vezes, é nas comunidades mais carentes ou "perigosas" que se encontram pessoas dos mais expressivos talentos. O papel do poder é reconhecer e administrar isso.

O pianista e a poesia

( poema dedicado ao amigo Fernando volpi)

Desenha esse amor com suas mãos de anjo Acalma o mar de gritos trancados Abafados pelo tempo de poesia adormecida.

Matiza minhas cores, Retoca a minha tatuagem Onde um falcão é rei no escuro.

Acorrenta-me na liberdade de sempre Poder ir embora Faça um jirau de amores estendidos, Fascinados... E de cio quase imortal.

Toca a canção despindo o meu corpo Que não sabe mais pedir Enquanto o desejo apenas espera Vestir a melodia ao som das teclas.

Poesia de Débora Moreno
Fernando Volpi
Postado 04/07/2010
Volpi