
Quem sou eu:
Um garimpeiro de talentos em todas as manifestações artísticas. Sempre terei uma vaga em meu coração e em meus eventos para os artistas ainda anônimos, aqueles que querem mostrar ao público a sua arte, sua música, seu artesanato, seu desempenho no atletismo, no esporte, na culinária, na prestação de serviços de toda e qualquer natureza. Eu me empenho para torná-los ainda mais confiantes em si mesmo. Ensino 'atitude', arranco de suas entranhas toda a força interior com a qual foram abençoados ao nascerem, para que expludam em talento, graça, técnica, beleza e encantamento.
E, é claro, realização pessoal, evitando a frustração na maturidade. Pois não há nada mais deprimente que um artista frustrado, já que em sua frustração arrasta consigo a frustração da humanidade privada de sua arte.
Fernando Volpi
O CACAU E OS URUBUS
Que o cacau tenha deixado de ser a riqueza desta magnífica região não quer dizer que o passado tenha virado lixo e nem motivo para que tantos urubus estejam dando vôos olímpicos sobre a cidade, rasantes. Os mais atrevidos passeiam displicentemente pelas ruas e calçadas, bicando aqui e ali os incontáveis sacos de lixo embalados em “lâminas” de papel ou de plástico, insuficientes para conter o peso e o volume do que vai ali comprimido.
Na minha rua (que nos bons tempos era conhecida como “Rua das Flores”), os urubus até já atendem pelo apelido, dependendo do tom da voz. Se for muito agudo eles se assustam. Tem que ser suave, mais para o grave, como o faz uma de minhas bondosas vizinhas. “São umas gracinhas”, diz ela. O monocromático da cor dessas simpáticas aves contrasta com o colorido do lixo espalhado, formando uma aquarela que poucos artistas teriam condições de compor. Ah, como é bom ver fluir a arte até do lixo e da negligência. Afinal, não é em toda cidade deste país que se vê um cenário assim.
Mas, saúde é coisa séria e não deve ser motivo para galhofa. Não posso afirmar que a responsabilidade seja do morador e, muito menos, da coleta de lixo. Tenho observado que os funcionários da limpeza urbana cumprem bem o seu papel, são caprichosos e atenciosos, mas às vezes em horários diferentes, o que talvez esteja gerando o acúmulo dos sacos nas calçadas. Moradores os colocam muito antes do horário de costume. Outros, acostumados aos atrasos ou distraídos e encantados com os urubus, preferem fazê-lo após o horário regular do caminhão. Com isso, uns antecipam o banquete dos catartídeos, enquanto outros servem a sobremesa.
Pode-se resolver o problema de maneira simples: basta aspergir água sanitária diluída em água (ou mesmo desinfetante de banheiro), com essas bombinhas baratas de plástico que se usam para afastar insetos. Os urubus não se aproximam dos sacos e vão ciscar em outra freguesia. Cachorros e gatos também não se aproximarão. E, no cenário de caminhões e sacos de lixo, o que veremos é a ordem que esta população já merece, no centro ou na periferia. Mas o exemplo vem de cima. Se perdemos a riqueza do cacau, podemos preservar pelo menos a riqueza do hábito saudável e civilizado, pois essa não há vassoura de bruxa que extinga.
Fernando Volpi
Postado 06/07/2010
GANHADOR OU PERDEDOR?
Todo ser humano pode ter tudo na vida. Suas primeiras experiências e as oportunidades que lhe são dadas ou negadas durante a sua formação podem transformar esse ‘tudo’ em ‘nada’. O ‘nada’ é transformado em ‘tudo’ a partir do momento em que o indivíduo descobre: - “eu não sou um perdedor; estou perdendo”.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ‘SER’ E ‘ESTAR’?
‘Ser’ branco, negro ou amarelo, alto ou baixo é definitivo, imutável. “estar” magro, gordo, bem ou mal é provisório. Pode ser mudado. “estar” sendo um perdedor também pode ser mudado. Se você ‘está’ como perdedor pode ‘ser’ ganhador. Tudo depende de você aceitar a chance de mudar, acreditar que pode mudar e lutar para isso. Pense no caso.
SORTE OU AZAR?
Quando uma pessoa é bem sucedida dizem que ela teve sorte. Quando não, dizem que teve azar. Mas as coisas não acontecem por acontecer. Não é por acaso que somos bem ou mal sucedidos. As oportunidades estão sempre à disposição de quem sabe agarrá-las. O infortúnio só ‘agarra’ quem não é capaz de perceber e se defender. É tudo uma questão de perceber ou não perceber.
Anos atrás, um príncipe árabe achou que tinha muita sorte porque um inglês louco ofereceu-lhe um bom dinheiro em troca do direito de retirar do subsolo do deserto um líquido preto, fedorento e pegajoso “que não servia para nada”. Só mesmo um inglês podia fazer uma bobagem dessa. Ele, o inglês, também achou que teve muita sorte para conseguir tão barato uma concessão para explorar petróleo.
Raciocinemos: quem teve sorte realmente? O árabe desconhecia o valor e a utilidade do petróleo. O inglês possuía um conhecimento técnico, sabia o que e onde procurar. Um perdeu a oportunidade porque não era capaz de percebê-la; outro foi capaz disso.
Não existem pessoas com sorte ou azar. Há pessoas que sabem ou não sabem perceber e aproveitar oportunidades.
SUA VIDA É UM QUADRO NEGRO (UMA LOUSA)
Quando uma pessoa inicia a sua vida profissional, essa vida é como uma lousa em branco com giz e apagador. Os ganhadores escrevem ali seus objetivos de vida, onde vão trabalhar, quanto ganhar. Os perdedores esperam que outros escrevam por eles. Trabalham onde e ganham quanto outras pessoas determinam. Os que perceberem isso poderão pegar o apagador, limpar o quadro e reescrever sua vida. Muitas pessoas de cabelos brancos já fizeram isso. Como eu, por exemplo.
Um fracasso pode ser transformado em sucesso. Você pode ser um ganhador. Você pode reescrever a sua vida na lousa. Confie em si, use seu potencial, escreva naquela lousa e se agarre aos seus objetivos com o mais firme propósito. Não sonhe, somente. Não reze, apenas. Esforce-se, prepare-se, eduque-se, faça acontecer. Porque ... Você pode.
Fernando Volpi
Postado 05/07/2010
DÉBORA MORENO
A estudante Débora Moreno, moradora do morro do estado, em Niterói, estudiosa e dedicada ao trabalho e à familia, um dos xodós do fernando volpi que dela recebeu a homenagem da poesia abaixo. É um dos bons resultados da ação social do SESC rio, no SESC Niterói. Um diamante garimpado nos monturos de um local tido como perigoso mas que esconde, como ela, verdadeiras raridades de talento, beleza e força de vontade. Na maioria das vezes, é nas comunidades mais carentes ou "perigosas" que se encontram pessoas dos mais expressivos talentos. O papel do poder é reconhecer e administrar isso. O pianista e a poesia( poema dedicado ao amigo Fernando volpi) Desenha esse amor com suas mãos de anjo Acalma o mar de gritos trancados Abafados pelo tempo de poesia adormecida. Matiza minhas cores, Retoca a minha tatuagem Onde um falcão é rei no escuro. Acorrenta-me na liberdade de sempre Poder ir embora Faça um jirau de amores estendidos, Fascinados... E de cio quase imortal. Toca a canção despindo o meu corpo Que não sabe mais pedir Enquanto o desejo apenas espera Vestir a melodia ao som das teclas. Poesia de Débora Moreno
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ATITUDE QUE VEM DOS PAMPAS GAÚCHOS - MÉDICO E DESPORTISTA

Medico gaúcho recém chegado a canavieiras, DR. PAULO GUIMARAES, ginecologista e obstetra, que, além de excelente médico e cirurgião, é desportista , adepto do ciclismo 'speed' , surf, remo e pesca esportiva. Defensor ferrenho do meio ambiente. Irá aplicar palestras e cursos para senhoras e jovens sobre os vários assuntos que envolvem a saúde da mulher, incentivando até as atividades esportivas, aeróbicas etc.
A 'oficina de talentos' pretende extrair desse excelente profissional muitos exemplos a serem aplicados no escopo da ong, no princípio da 'Mens sana in corpore sano", que é na verdade o que o médico tem praticado na perfeita combinação que faz entre o trabalho responsável e o lazer saudável.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
PROMOTORA DE EVENTOS DO RIO DE JANEIRO
Irene Aranha
Volpi e a produtora de eventos Irene Aranha, eximia dançarina que superou um período de depressão com ajuda da dança de salão e da música, e hoje é uma presença marcante na noite carioca e nas melhores gafieiras. Mas sempre encontra tempo para participar de eventos beneficentes e coopera com a maioria deles.
Fernando Volpi
Postado 28/06/2010
Artesã de Belmonte, D. Rosa

Descoberta pela 'Oficina de Talentos', a artesã de Belmonte, D. Rosa, popular e simpática, um mimo daquela bucólica cidade, está fazendo muito sucesso com suas peças em piaçava e palha da costa . Para a próxima temporada, já está preparando um mostruário de encher os olhos. Uma artista que não para de produzir, provando que a idade não impede de criar. Exercitar a mente criativa é muito importante na terceira idade.
Alguns trabalhos da artesã D. Rosa, de Belmonte, por quem o Fernando Volpi se apaixonou e está divulgando movido pela admiração e pelo respeito ao exemplo da habilidosa senhora.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
Cantora Mariuza
Fernando Volpi com a veterana Cantora Mariuza, do Rio de Janeiro, vencedora nos anos 60 do programa 'A grande chance', do flavio cavalcante. Atuou 20 anos na europa, e, retornando ao Brasil, mesmo com as dificuldades de uma realidade diferente do seu tempo, ainda se apresenta nas melhores casas do Rio de Janeiro, teatros e boates, com uma voz incomparável que a faz merecer o titulo de 'A sara Vaughan Brasileira'. É uma artista da melhor idade sempre presente em meus eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
Miss melhor idade
Concurso 'Miss melhor idade', realizado no tradicional clube 'Canto do Rio', em Niterói (rj), em dezembro de 2009. Uma tarde cheia de luz, muita alegria e elegãncia das senhoras participantes. Todas foram muito aplaudidas e os jurados tiveram trabalho para escolher.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
Grupo da Terceira Idade do SESC

FernandoVolpi comemora aniversário com o grupo da terceira idade do sesc Niterói, com a presença da diretora do serviço social da entidade, sra. Denise chiarett (à esquerda). São senhoras aposentadas, donas de casa, que não se contentam em bordar diante da tv. Dançam, fazem ginástica, participam de cursos, palestras, viagens etc., mantendo a eterna juventude dentro de si. Exemplo a ser seguido. A 'oficina de talentos' está com gestões junto ao sesc/senac, para trazer cursos e atividades especificos para a terceira idade, em provavel parceria com o 'alegria de viver' local.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
Evento beneficente realizado no Rio de Janeiro

Evento beneficente realizado no Rio de Janeiro, em Clube daTijuca, com adesão maciça dos associados e convidados do comércio do bairro. Varios musicos veteranos e novatos se apresentaram, com produção artistica de Fernando Volpi, que também se apresentou acompanhando seus cantores com necessidades especiais, aos quais dedica especial atenção.
Fernando Volpi
Postado 27/06/2010
PACIÊNCIA DE JEGUE
(O SUFOCO DA JEGUENET)
Um dos maiores desafios para nossa compreensão é entender como o jegue pode ser tão paciente, passo após passo, puxando a carroça pesada, cheia de lenha, de tijolo ou de outras cargas que seriam insuportáveis para qualquer outro animal da mesma familia ou do mesmo porte. Nunca consegui entender a cara serena e alheia do onofre, um jegue que devorava tudo o que via pela frente no quintal de meu avô, na então pacata cachoeiro de itapemirim. Todas as manhãs, lá ia ele puxar a lenha para o almoço ou levar o barco para a beira do rio, ou transportar algo para alguém no sobe e desce das sinuosas ruas daquela cidade que acompanha as curvas do rio itapemirim.
Apesar de as motos já terem substituido a tração animal na maioria das cidades do interior, ainda é possível ver carroças alhures, como se vê em nossa cidade, no torvelinho de bicicletas, motos, carros e caminhões disputando prioridade em cruzamentos nebulosos e confusos.
Alheio a tudo isso, lá vai o jegue, o burro, a égua ou seja lá quem ou o que for, passo a passo, parecendo querer dizer: “o moderno chegou, mas continuo na onda”.
Esse tema me veio á cabeça exatamente quando tentava baixar um interessante video pela internet, uma excelente performance do cantor argentino Pablo Ruiz, que pretendo utilizar como exemplo para outros jovens talentosos que ainda se deixam levar na velocidade do jegue, recusando treinamento ou esperando que a sorte caia do céu, lançada de algum urubu após o suculento almoço na porta daquela casa cuja dona colocou o lixo na calçada após o caminhão passar. Isso também é velocidade de jegue.
A lentidão da internet e a passividade do usuário que não reclama, que não exige seus direitos, que paga alto por essa lerdeza o mesmo valor que se paga, em cidades mais favorecidas, pela velocidade padrão da internet, tudo isso me inspirou para falar do jegue, daquela cara meio apatetada do bichinho suando para executar sua tarefa inda que involuntariamente, na base do ‘ou dá ou desce’, como afirmara aquele bispo de certa igreja neófita.
Essa é a cara que deve ter o usuário da net aqui em Canavieiras, como eu: apatetada, descarregando no mouse ou em alguém a tensão de uma espera angustiante pelo download do qual se tenha urgência, puxando sua carroça eletrônica como aquele jegue da carroça de lenha. Aliás, é uma internet a lenha, a nossa.
Mas, quando o usuário estiver diante do espelho e constatar que não tem orelhas compridas nem a boca cheia de dentes como aquela cantora baiana de axé de beiçolas equinas, aí poderá pressionar as operadoras para que cobrem o que cobram mas ofereçam uma internet digna do século XXI, no qual as carroças já são apenas uma nostálgica lembrança. Uma gostosa lembrança, aliás, mas... Só lembrança, revivida aqui ou ali sem contudo prejudicar o vaivém da velocidade. Todos nós gostamos dos jegues e os admiramos pela importância que tiveram e ainda têm. Porém, que os provedores queiram nos convencer que vemos um burro diante do espelho, já é provocação e absurda falta de respeito.
Fernando Volpi
Postado 29/06/2010
PORTA PARA O SUCESSO:
A MENTE SUPERIOR
EU TENHO UMA IDÉIA. VOCÊ TEM OUTRA IDÉIA. SE CADA UM DE NÓS OUVIR O OUTRO, NÓS DOIS TEREMOS DUAS IDÉIAS.
Certa vez, um piloto novato voava distante da sua base, numa região que não conhecia, quando entrou num temporal e se perdeu. Tentou insistentemente comunicar-se com o aeroporto de destino para conseguir orientações, mas não obtinha resposta. Já estava desesperado, a gasolina acabando, quando surgiu uma brecha nas nuvens e foi possivel fazer um pouso de emergência. Minutos depois de se ter acalmado, percebeu que o rádio do avião não estava sintonizado com o aeroporto de destino. Quase havia perdido a vida por falta de sin-to-nia.
A troca de idéias ou informações é uma questão de sintonia. A sintonia é consequencia de afinidade, harmonia, propósito em comum. Duas pessoas em sintonia podem ter muito mais que duas idéias. Podem ter a força criativa.
O pensamento é, no cérebro, um conjunto de reações biológicas, elétricas e químicas. Se a eletricidade possibilita a transmissão de sinais através do ar e do espaço exterior, porque a eletricidade cerebral também não possibilita a comunicação entre cérebros? Desde que haja sintonia (afinidade química e biológica, harmonia e firmeza de propósitos), essa comunicação é possível.
Certa ocasião formou-se, em s. Paulo, um grupo de 6 homens que se reuniam com o objetivo de se ajudarem a trocar idéias e sugestões sobre os seus negócios. Não tinham um alto nível de instrução, começaram sem capital ou financiamento e o sucesso de cada um deles seria devido a um plano, um objetivo bem definido. Em poucos anos a soma das rendas anuais dos 6 empresários atingia cifras surpreendentes, o suficiente para que criassem novas empresas.
Nessas reuniões era formada a mente superior.
Mente superior é a fusão de duas ou mais mentes. A fusão mental de duas pessoas cria mais idéias e gera mais poder que as duas isoladamente. É um super cérebro. O resultado disso é poder que resulta em:
MAIOR PERCEPÇÃO, CRIATIVIDADE, PERSUASÃO, CONVICÇÃO, REALIZAÇÃO, MELHORES SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS, CURA DO CORPO E DA MENTE.
MAS DEVE EXISTIR SIN-TO-NIA ENTRE AS PESSOAS, UM OBJETIVO E O PROPÓSITO DE REALIZAR ALGO HO-NES-TO E PO-SI-TI-VO. E CABE DESTACAR QUE UMA ÚNICA PESSOA NÃO AFINADA DESTRÓI TUDO.
Fernando Volpi
Postado 19/06/2010
CANTORA LUCIANA MOTTA

CANTORA LUCIANA MOTTA, DE NITERÓI-RJ, DEFICIENTE FÍSICO E MEMBRO DA EQUIPE DE FERNANDO VOLPI PARA SHOWS EM TODO O BRASIL. APESAR DA DIFICULDADE PARA CAMINHAR, ELA NUNCA FALTOU A UM ENSAIO, SEMPRE CHEGOU NA HORA CERTA E CANTA EM PÉ, APOIANDO-SE NUM PEDESTAL DE MICROFONE. APLAUDISÍSSIMA, TEM VOZ DE IMPACTO E SUSTENTA, PRATICAMENTE SOZINHA, TODA A FAMILIA.
Fernando Volpi
Postado 19/06/2010
Num mercado cada vez mais competitivo e de consumidores exigentes e informados, não basta ser bom. É preciso ser excelente, dar ao produto ou ao serviço o toque de qualidade que estabeleça a diferença. Ou seja: a excelência.
Esse mesmo adjetivo é dirigido, nem sempre com justiça ou merecimento, a algumas autoridades. Mas, não pode haver aplicação mais adequada do que às pessoas que se destacam em suas atividades, aos profissionais que se concentram na qualidade na mesma proporção que planejam seus lucros.
Conheci em algumas cidades do emergente sul baiano (inclusive a nossa) organizações comerciais – poucas, é verdade – que primam pela excelência e isso me encheu de entusiasmo e de esperança. Afinal, nem tudo está perdido. Vi lojas com vendedores educados e treinados, farmácias com atendentes prudentes e informados, restaurantes em cuja cozinha o comando é do proprietário, mercados e mercearias com exposição organizada dos produtos. Mas, na maioria, tive vontade de pegar a primeira nave para marte: desordem, desinformação, ausência de higiene e de qualquer vínculo com a qualidade, descaso com clientes e até irresponsabilidade. Isso é o oposto da excelência, o caminho mais direto para o prejuízo e a falência.
Mas, pior que quebrar é perder a imagem. Essa, sim, é irrecuperável e de nada adianta o apelo ‘sob nova direção’. Aquela marca ou aquele estabelecimento estarão irremediavelmente consumidos por sua própria e cáustica incompetência. Muitas vezes, até o ‘ponto’ fica estereotipado.
Eu afirmei, em edições anteriores, que o homem bem treinado é como um dínamo, produz energia suficiente para manter a empresa sempre iluminada. O consumidor percebe essa luz logo ao entrar, no sorriso, na atenção nunca interrompida, na apresentação do produto, na clareza das sinalizações internas. Já tive chance de constatar vendedores que interromperam o atendimento para usar o celular ou para responder a terceiros sobre preços e estoques. Já vi também vendedores e garçóns com roupas sujas, surradas ou suadas. Banheiros? nem pensar. Navegar na internet? quase um suicídio.
Quando digo que é preciso ser excelente, reafirmo velhas definições de eficiência e eficácia, de fazer certo as coisas adequadas. E completo: da maneira mais atualizada possível. Quem não se atualiza, estaciona. Estacionado, emperra.
Proponho uma mobilização geral em canavieiras, a otimização dos serviços pelo treinamento do pessoal empregado, pelo reconhecimento da mão-de-obra qualificada e, sobretudo, pela aplicação coerente dos talentos individuais identificados e postos em prática.
Empresário talentoso, empresa vitoriosa.
Empregado talentoso, treinado e motivado...excelência garantida.
(Fernando Volpi está instalado em Canavieiras com a ONG ‘Oficina de Talentos’,sem fins lucrativos, voltada ao garimpo e desenvolvimento de toda manifestação de talento nas artes, nos esportes e na prestação de serviços)
Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 18/06/2010
GARIMPEIRO DE TALENTOS
Convive conosco desde início de dezembro o veterano produtor de eventos Fernando Volpi, a convite do seu primeiro, Sérgio Castanheiro, respeitado empresário local. Carioca, 65 anos, ele se define como um garimpeiro de tendências artísticas e quer instalar aqui a ONG Oficina de Talentos, com o objetivo de descobrir, desenvolver, aperfeiçoar e encaminhar ao mercado toda manifestação de arte que puder encontrar. Já desenvolveu esse trabalho voluntário em plena Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, com surpreendentes resultados.
Fernando Volpi na AAFBB-Rio com o cantor Carlos Cristiano, deficiente físico e eleito em 2008 o melhor couver de Roberto Carlos no Caldeirão do Huck e no Faustão
Embora tenha vindo a Canavieiras para "descansar e se recuperar da estafa", não pretende ficar parado. Já identificou inúmeras manifestações artísticas de boa qualidade, como por exemplo o vocalista de uma banda pop local cuja voz "é de incomum precisão e de elevado padrão sonoro" - afirma com entusiasmo, precisando apenas de ajustes técnicos. Músico e arranjador formado pelo Conservatório Brasileiro de Música e pós-graduado em Musicoterapia, não se limitará ao seu campo específico. Impressionado com a beleza da juventude baiana "de um moreno fulminante", dará treinamento de expressão corporal e facial, atitude e auto-produção aos que apresentarem talento para o mercado publicitário.
A ONG treinará também costureiras, esteticistas, cabeleireiros e maquiadores, atendentes do comércio, restaurantes e lanchonetes, pois defende que é preciso talento também para a prestação de serviços, como garantia de qualidade. "O homem treinado opera maravilhas em seu ambiente de trabalho e projeta a empresa a níveis mais elevados de aceitação do público e de produção" - enfatiza. E completa: "Os empresários devem procurar motivar e treinar seus funcionários locais, transformando-os em eficientes colaboradores pela cooperação consciente e responsável, ao invés de trazer pessoas de fora para fazer o que alguém aqui, bem treinando e motivado, certamente faria até melhor. Afinal, não é justo que as poucas ofertas de trabalho sejam absorvidas por profissionais forasteiros ou nômades, quando na cidade há pessoas competentes esperando pela chance de provar isso. Empresário iluminado é aquele que investe em sua equipe, estabelecendo uma parceria aliada nos bons resultados e não uma concorrência interna e nociva por esses mesmo resultados" - encerra com gestos de indignação.
Fernando Volpi com Tiaguinho, ex-morador de rua e hoje requisitado percussionista "free lance" no Rio e em São Paulo, vivendo com dignidade do seu talento bem treinado
Conclui-se portanto que o Fernando Volpi quer arrancar de dentro das pessoas todo o potencial que possuem, patrões e empregados, convencendo-os de que são os responsáveis pelo próprio desenvolvimento e pelo aprimoramento do talento que sempre possuíram e que, até aquele momento, não acreditava nisso. Não se deve ter calma porque se está na Bahia. É uma questão de ter pressa, exatamente porque se está na Bahia, para mudar o cenário de aparente - e felizmente só aparente - acomodação no "deixar como está para ver como fica". Garimpar, medir, pesar, lapidar, dar forma, treinar e valorizar o indivíduo numa dinâmica multidimensional como uma missão de vida. Essa é a finalidade da futura Oficina de Talentos e esse é o Fernando Volpi, que dará ainda atenção específica aos da Terceira Idade e aos portadores de necessidades especiais, mas isso será assunto de nossa próxima reportagem.
Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 28/06/2010
GARIMPEIRO DE TALENTOS
(SEGUNDA PARTE)
Na edição da segunda quinzena de janeiro (pág.8), fernando volpi falou da criação da ong ‘oficina de talentos’ e da importância da qualificação da mão-de-obra nos vários segmentos da prestação de serviços, segundo o talento de cada um.
Hoje, ele nos fala de seus projetos para os da terceira idade e para os portadores de necessidades especiais. “acredito que tanto os idosos quanto os deficientes podem prestar relevantes serviços, aplicando seus carismas em favor do bem comum. Recentemente, por exemplo, conheci em belmonte a simpática d. Rosa (foto), habilidosa artesã que produz peças belissimas com piaçava e fios de palha da costa, em seus ativos, altivos e energizados 75 anos. Eis aí um exemplo de que não há idade nem limite para a inspiração e para a criação. Vou divulgar a arte da d. Rosa na internet e junto aos comerciantes do setor”, promete.
No rio, dedicava-se aos idosos portadores de alzheimer, com uma terapia ocupacional coadjuvante, mantendo o cérebro atuando exatamente no que o idoso mais apreciava, ou seja, suas aptidões, preferências, tendências etc, anteriores á doença. Mas, também dava atenção aos jovens com necessidades especiais, aos deficientes fisicos ou visuais, desenvolvendo seus respectivos talentos e habilitando-os a uma vida normal, ativa e produtiva. – “sou produtor de eventos, como sabem, e meu melhor cantor no rio é cego, mas talentoso o suficiente para apresentações nos melhores clubes da cidade, sempre muito aplaudido”. E completa: “outra cantora, luciana motta (foto), que teve paralisia infantil, se tornou uma adulta decidida e perseverante na sua arte, nunca faltava aos ensaios nem se atrasava, e hoje é disputada pelos grandes clubes do rio”, diz com indisfarçável orgulho.
“minha garimpagem ocorre na periferia, junto aos excluídos, cavando e abrindo oportunidades para pessoas talentosas. Todo talento é dádiva divina ainda na gestação, mas nem sempre as circunstâncias favorecem o desabrochar do carisma. A grande maioria só é percebida tarde demais. Por isso, corro e tento chegar a tempo de evitar o desperdício do talento. Muitas vezes, esbarro em dificuldades quando algumas pessoas se negam a aceitar sua própria genialidade, por modéstia ou por acomodação, por insegurança ou por principios religiosos radicais ou equivocados”.
Fernando volpi quer dar ao idoso a chance de provar a si mesmo que ainda pode criar, mostrar ao deficiente que suas habilidades não lhe foram subtraídas ou amputadas, que existe dentro deles uma luz abundante que só mesmo eles poderão acionar e projetar. “valorizando a autoestima, estou dando ao homem a chave de sua própria ignição. Mas, não produzo milagres: produzo atitudes”, encerra.
Segundo volpi, a “oficina de talentos” estenderá a garimpagem ao segmento gospel, na tentativa de localizar, treinar, desenvolver e lançar compositores e músicos evangelicos, tendo em vista a produção de um cd que resgate o respeitoso modo de adoração, “lacuna flagrantemente aberta em algumas denominações”, salienta. E pondera: “a música religiosa não precisa ser piedosa a ponto de dar sono, mas não precisa ser tão farta em pedais de distorção, baterias e metais, nem gritos imitando roqueiros. Quero treinar músicos que toquem e cantem para deus em primeirissimo lugar, com o máximo e devido respeito à divindade, arrastando a legião de homens sensibilizados, tangidos pela emoção real e pela fé, mas nunca pela persuasão ou pelo encantamento efêmero do impacto sonoro deslumbrante”.
E conclui: “o ser humano é como um gigantesco cristal de quartzo. Se deixar passar a luz, projetará radiantes cores geradas em seu interior. Essa energia é exatamente a intensidade do talento de cada um. Não há pessoas mediocres. Há atitudes mediocres. E é aí que eu entro para modificar o quadro.”
Fernando volpi informa, ainda, que está em contatos diários com a ong internacional ‘médicos sem fronteiras” – premio nobel da paz 1999 – tendo em vista atrair para a nossa região os meritórios e imprescindiveis serviços desses voluntários pela saúde dos excluídos. Mas, isso é assunto para uma proxima matéria.
Fernando Volpi
Postado 18/06/2010
A maioria das pessoas chega à maturidade sem saber ao certo o que fez de positivo até atingi-la. É como se a evolução fosse apenas um resultado natural, uma consequencia de cunho meramente cronológico. Sem noção do que fizeram de certo ou de errado, afirmam passivamente: “o tempo dirá’.
Homem realizado é aquele que teve atitude nos cruciais momentos de decisão. Atitude, aliás, é um movimento dinâmico, preciso, objetivo e até mesmo inspirado. Mas, apesar de objetivo, tem origem no subjetivo, no que podemos chamar de força interior que, na verdade, todo ser humano possui. Alguns descobrem bem cedo os beneficios da atitude na hora certa, da iniciativa arrojada, outros só percebem que ‘dormiram de touca’ quando olham para trás e lamentam o tempo desperdiçado, as oportunidades perdidas.
Mas, podemos também estender o sentido da palavra atitude como uma manifestação da personalidade, um valor intrínseco de quem sabe o que quer. Na juventude, isso se torna crucial. No homem maduro, imprescindível. Aprendemos a ter e a administrar atitudes na juventude para nos tornarmos adultos decididos e atuantes, mesmo na terceira idade. Um idoso de atitude jamais se conformará em jogar milho aos pombos pelo resto da sua vida ou a ficar de olho na tv triturando pipoca e velhas lembranças. Ociosidade não vigora próximo da atitude.
Ter atitude é saber o que fazer e como fazer, é perguntar se não souber, é informar-se, é agarrar-se a cada chance, abrir portas e janelas e ver sempre algo novo na mesma paisagem do cotidiano ou até na paisagem devastada, na qual descubra uma flor macia e nova brotada de alguma raiz poupada entre os destroços.
Ter atitude é nunca ficar de braços cruzados diante do impedimento, nem parado no cruzamento duvidoso. É tomar a decisão e assumir o risco da escolha, dar passos firmes na direção de sua própria opção. É confiar mais em suas proprias potencialidades. Poderes que são imensuráveis, diga-se de passagem. MAS SÓ QUANDO SE TEM A-TI-TU-DE.
Matéria publicada pelo Jornal Tabu
Fernando Volpi
Postado 18/06/2010

VOLPI COM SRA. MARIA HELENA, 84 ANOS, QUE É UM EXEMPLO DE ATITUDE QUE NÃO ACEITA E ATÉ SUPERA AS IMPOSIÇÕES DA IDADE. ATRAVÉS DA MÚSICA, MANTÉM ESSE SORRISO CONTAGIANTE E ESTÁ SEMPRE PRESENTE AOS EVENTOS, CANTANDO OU SIMPLESMENTE APLAUDINDO. ADORA CANTAR SAMBA.

VOLPI COM O CANTOR CARLOS CRISTIANO, DO RIO, ELEITO NO CALDEIRÃO DO HUCK O MELHOR COVER DO ROBERTO CARLOS. EXEMPLO DE SUPERAÇÃO, TENDO VENCIDO A MISÉRIA, A DEFICIÊNCIA FÍSICA E AS DIFICULDADES DE UMA INFÂNCIA CHEIA DE RISCOS. FAZ UMA MÉDIA DE 20 SHOWS POR MÊS EM TODO O BRASIL.

VOLPI COM O PERCUSSIONISTA 'FREE LANCE' THIAGO, DA BAIXADA FLUMINENSE, CRIADO NA POBREZA E A BEIRA DA DELINQUENCIA, HOJE UM DOS MAIS DISPUTADOS MÚSICOS NAS NOITES CARIOCAS, UM HOMEM DE BEM, PAI DE UMA LINDA MENINA. JÁ TOCOU COM SORRISO MAROTO, ALCIONE, NEGUINHO DA BEIJA FLOR, MARTIN'ALIA, DIOGO NOGUEIRA, ZÉ DA VELHA E MUITOS OUTROS ARTISTAS.

VOLPI COM SRA. NELY REGO, DO RIO, DOENTE DE ALZHEIMER, QUE ATRAVÉS DA MUSICA REATARDOU O AVANÇO DO MAL E TRANSMITIA MUITA PAZ E LUCIDEZ. "É UMA DE MINHAS MAIS APLICADAS ALUNAS, MESMO COM ALZHEIMER", ENFATIZA COM ENTUSIASMO O FERNANDO VOLPI.
Fernando Volpi
Tel: (73) 9924-4243
E-mail: oficinadetalentos.atitude@hotmail.com




